Muita gente acredita que aquela sonoridade regada a teclados de fundo, melodias consideráveis, guitarras pesadas, porém suaves e refrãos grudentos é apenas uma junção do pop e do rock. Mas, este estilo que soa tão bem em arenas, vai além do que imaginamos.
Trata-se do AOR, que significa primariamente Album-Oriented Rock (ou Adult-Oriented Rock). É um gênero e formato de rock nascido nos anos 1970 e muito forte nos anos 1980. Ele foca em produções limpas, melodias comerciais, guitarras polidas e vocais harmônicos de grande alcance. Journey e Toto são grandes representantes do estilo e até mesmo o Chicago se aventurou por aí, além de grandes nomes do heavy metal como Black Sabbath, Deep Purple entre outros, como Van Halen, etc.
Fato é que o AOR figurou por um bom tempo no mainstream, inclusive aparecendo com frequência em trilhas sonoras de filmes, séries e animações, além de propagandas comerciais, sempre acompanhado por esportes radicais.
O que muita gente também não sabe, é que o gênero nunca se foi, somente tendo voltado ao cenário underground e, com a nova forma de consumir música, também virou algo nichado. Longe de perder seguidores, tem muitos deles que são fieis, por isso quando um projeto voltado a tal apresenta muito conhecimento de causa.
Temos um bom exemplo aqui com os finlandeses do Dr. M., que na verdade consiste em um músico, compositor e produtor independente de 39 anos, que acaba de lançar seu primeiro álbum, este “Follow Me”. Ao seu lado está a cantora talentosa Maria Moon.
O disco, que chega depois de apenas um single lançado em 2019, traz nove músicas em quase cinquenta minutos. Como o AOR como mote, as composições chamam atenção por manterem o leque aberto, trazendo muito besunte de pop e arranjos focados nos teclados, além da bateria programada que deixa um grande diferencial.
Tudo aqui ficou por conta de Dr. M. A composição de todas as músicas — e de praticamente todas as letras — é do próprio artista. A programação da bateria e de outros instrumentos também foi realizada por ele. O artista ficou responsável por toda a mixagem, enquanto a masterização foi feita por Svante Forsbäck, engenheiro de masterização vencedor do Grammy.
Claro, ao ouvir o disco, sempre teremos nossas preferidas, e aqui no caso “It’s All Music”, com sua veia clássica, além de “(Anyone Can Be A) Hero” e seu refrão magistral, soam como um bom convite a apreciar o álbum todo.
https://www.facebook.com/profile.php?id=100063911115291
https://open.spotify.com/artist/184gUOvyHc4K2j3NB55PIy?si=5f006a9348014cdf