O produtor, compositor e multi-instrumentista Sam George (também conhecido como Pick Up Goliath) retorna com “Monolanguage”, o quarto single de seu próximo EP conceitual “Salt & Static”, que tem previsão de lançamento para o mais rápido possível. Assim como sua música, o projeto oriundo da Espanha prima por trazer versatilidade, filosofia e reflexão.
Após o sucesso de crítica e o crescente impulso de “Hope is a Hell of a Drug”, “Black Sugar” e “La Sombra”, George continua a jornada profundamente pessoal que está no coração de “Salt & Static”, trabalho de seis faixas que explora os sistemas emocionais ocultos que muitos homens desenvolvem para sobreviver a experiências difíceis e as consequências a longo prazo que esses sistemas podem ter na identidade, nos relacionamentos e no bem-estar mental.
Enquanto os singles anteriores abordavam depressão, vício e luto, “Monolanguage” volta sua atenção para a própria comunicação. Em sua essência, a música explora o isolamento emocional criado quando a vulnerabilidade é repetidamente traduzida em formas mais socialmente aceitáveis. O medo se transforma em raiva. A dor se transforma em humor. A tristeza se transforma em distração. Com o tempo, a comunicação genuína se torna cada vez mais difícil, fazendo com que muitos homens falem constantemente sem nunca expressar verdadeiramente o que estão sentindo.
Musicalmente ele consegue traduzir toda essa emoção, apresentando um som variado e consistente, onde os elementos que ele mais explora se entrelaça, nos remetendo em alguns momentos ao Linkin Park, influência que talvez ele não mencione, mas também não renegue.
“Monolanguage” é rica nos arranjos. A faixa tem em sua tônica um trabalho de guitarras metálicas modernas. Nela, os fãs de metalcore e new metal encontrarão seu refúgio, com os riffs gordurosos que massificam as bases as deixando sólidas e dando o peso necessário.
Enquanto isso, encontram uma cozinha poderosa, com o groove na medida, pulsando como o coração e ainda dividindo espaço com beats que dão passagem às referências do hip-hop, dando toda abrangência necessária. Na faixa, ainda encontramos teclados essenciais, sombrios, responsáveis pelo soturno e por modernizar ainda mais o som da banda, que ainda traz leves flertes com o progressivo.
Complementando o conceito lírico, “Monolanguage” retrata a experiência de ficar preso em um único vocabulário emocional, uma linguagem de auto-supressão que é simultaneamente familiar, protetora e profundamente destrutiva. O narrador reconhece a armadilha, mas luta para escapar dela, preso entre o desejo de ser compreendido e os hábitos que impedem uma conexão significativa. Que venha logo o EP!
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