Muita gente ainda acredita que há como buscar originalidade dentro da música mesmo após quase tudo ser feito dentro do cenário pop. E quando falamos sobre cenário pop, não estamos nos referindo ao lado comercial, mas sim àquele que se contrapõe ao clássico e erudito. Que isso fique bem claro.
Pois bem, é que há pelo menos uns 70 anos, o que se faz dentro desse cenário é buscar uma identidade própria e isso é um tanto quanto diferente de ser ‘original’. Logo, não se trata de copiar, mas do ato impossível de fugir das influências, tornando isso algo natural.
Temos aqui um bom exemplo de tal com o Systimatik, grupo originário de Little Rock, nos Estados Unidos, que é uma força poderosa do metal, impulsionada por uma intensidade crua e um peso intransigente. A banda é formada por Thrall (vocais), Rune (guitarra), Sever (baixo) e XXV (bateria) — uma formação que canaliza o espírito agressivo de gigantes do metal como Pantera, Slipknot e Lamb of God para criar sua própria sonoridade sombria e brutal.
E se o leitor (futuro ouvinte) imagina que estamos falando de um grupo que pega tudo dessas influências e coloca em seu som, se engana. Naturalmente temos algo delas, mas a banda aqui prima por sua identidade e o negócio funciona.
Para provarmos, temos este mais novo single que chega num formato de videoclipe e mostra todo o poderio do quarteto. Trata-se de “SLAY”, uma faixa que em seu contexto geral pode ser classificada como new metal, mas que carrega muito mais dentro de si.
As guitarras, talvez o elemento mais versátil do disco, traz bases que vão do punk ao thrash metal, criando bases sólidas, além de trazerem timbres magistrais. Enquanto isso a cozinha fica entre o caótico do industrial e o groove do já mencionado new metal, dando a sustentação necessária.
O trabalho vocal mantém a diversidade, com prioridade em um gutural muito característico e as vezes trazendo momentos sintetizados. A letra carrega um significado pessoal, servindo tanto como uma homenagem ao falecido amigo e ex-guitarrista Brother John quanto como uma afirmação de sua dedicação em criar músicas que impactam com força máxima.
Aliás, o clipe traduz bem isso, já que mostra a própria banda em performance, mas com efeitos de imagem que dão uma dinâmica mais interessante para se casar com a sonoridade. Produzida e mixada por Stephen Shatzer no Shrapnel Sound Studio, com bateria e baixo gravados nos estúdios caseiros dos integrantes, a música dá um grande passo na carreira do grupo!
https://open.spotify.com/artist/7z4xf0Vq2wFoc2T5HtQu4F?si=M2wILP-TR-q-ro51dW3UCA