(2026 – EP – Nacional)
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Alec Adams surgiu em 2023 com o single “Night Knives” e em 2024 lançou o segundo “Blood Metal”. Ambos os trabalhos mostravam o jovem multi-instrumentista e compositor soando acima da média, mas nitidamente buscando sua identidade, o que já os coloca como bons testes para iniciar uma trajetória.
Sabendo dar um passo de cada vez, ele maturou seu som, aparou cada aresta que pôde e, dois anos depois, chega a este EP onde se mostra mais seguro, com um objetivo maior e, naturalmente, mostrando evolução. Não somente isso, em “Ballad of Humanity”, Alec Adams soa ainda mais abrangente.
Muitos podem entender que as seis faixas do disco remetam ao metal moderno, mas com mais atenção entende-se que ele também bebe na fonte do rock clássico, hard rock, gótico e erudito, sabendo remendar arranjos bem elaborados a uma abordagem mais acessível. Isso tudo num contexto em comum entre as faixas, pois algumas delas carregam suas próprias distinções.

“Mind Control Device”, por exemplo, é o Ghost das antigas com seu som potencializado e um pouco mais agressivo. Antes que alguém imagine uma cópia, Alec sabe dosar bem a influência, trazendo o melhor do grupo sueco para sua personalidade. Enquanto isso ele mostra que a identidade é ainda mais firme em “Monstrocracy”, essa sim um metal moderno com direito a groove na medida e um tempero industrial.
Ainda entre os destaques, “Lady Death” chega com um pequeno toque de gótico e fundo erudito, mas sem perder a abordagem popular, que deixa a música abrangente. A faixa título por fim, é a cereja-do-bolo e a prova de que Alec tem ainda mais lenha pra queimar, pois é a composição que soa mais progressiva e característica, trazendo, além dos elementos de peso, um piano discreto, mas espetacular.
Em suas letras, “Ballad of Humanity” discorre desde críticas políticos-sociais, passando por contextos pessoais a reflexões existenciais, até temas atuais, sempre com um viés sombrio e particular, mas que dá margem de identificação. Tudo com uma produção equilibrada, além de uma capa magistral, que traduz bem o conceito, a cargo de Giovanna Guimarães. Que venha mais!
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