Decadent Heroes é o projeto instrumental de guitarra do músico italiano Luigi “Decadent Hero” Chiappini, radicado em Pescara. Ele vem trabalhando neste disco de estreia há um bom tempo, soltando singles que chamaram atenção pela forte identidade, mesmo se inspirando em guitar heroes de renome, tais quais Joe Satriani, Andy Timmons e Jeff Beck.
Com participações de Dennis Holt (Kansas, Taylor Swift), Pino Saracini (Eros Ramazzotti) e Rich Gray (Annihilator), o disco denominado “Climax”, além de apresentar um repertório rico, que conquista o ouvinte de imediato, tem essa responsabilidade de soar acima da média, já que promete muito e precisa entregar muito.
Porém, as nove faixas mais os bônus, que consistem em versões alternativas das principais músicas do disco, conseguem atender a oferta e até mesmo superar as expectativas, já que estamos diante de um repertório rico, composto por músicas de qualidade em um equilíbrio que torna tudo aqui mais fácil.
A primeira faixa, “The Dragon”, ganhou um videoclipe e, naturalmente, acaba representando muito bem como um cartão de visitas perfeito. Isso porque é uma música poderosa, mostra o trabalho intenso do músico e abrangendo tudo aquilo que o Decadent Heroes propõe. Com bases sólidas de guitarras e um teclado muito bem sacado de cama de fundo, entrega solos magistrais. Ela é uma das faixas que ganhou uma versão alternativa mais orgânica.
Uma das prévias mais celebradas do disco, que também ganhou duas versões no disco, “Dawn of Fire” é outro destaque com seu riff diferenciado que divide o protagonismo com o solo magistral que apresenta. Mais introspectiva e com um belo piano acompanhando, “Minutes Away” complementa essa trinca inicial que começa o disco com maestria.
Ainda entre em destaque “Hype”, que também foi uma prévia muito bem acertada e ganhou sua versão alternativa, mostrando ser a mais próxima do heavy metal com sua intensidade e ótima dinâmica, além de “Enter The Mist”, uma das mais diferenciadas e misteriosas do disco, mostrando timbres mais limpos, leves toques psicodélicos e linhas de baixo vibrantes.
Ainda podemos mencionar “Save Me Tomorrow”, uma trilha perfeita para jogos radicais e automobilismo, que fecha o disco em alta. Fato é que em “Climax”, o Decadent Heroes consegue mostrar que a música instrumental bem-feita nem requer vocais por fazer com que o ouvinte não sinta falta dos mesmos e isso é uma grande façanha. No mais, se você ama rock e música boa em geral, eis uma boa pedida.
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