A banda holandesa Non-Divine surgiu em 1999, mas sofreu um hiato neste período. Porém, este hiato não impediu a ótima absorção que a banda teve dos sons do metal moderno moldado nestes quase 30 anos. Isso fica evidente neste seu mais novo single, que chega em formato de lyric vídeo.
Mas, antes de falarmos dele, contaremos um pouco dessa trajetória que ajuda a entendermos um pouco mais a sonoridade da banda. No início de 1999, o músico holandês Ivor van Beek realizou seu sonho de formar uma banda de metal, absorvendo muito do que tinha naquela época, inspirado no groove do new metal, mas não querendo seguir essa tendência e agregar muito mais ao som.
O lançamento do EP “My Obsession” em 2000 abriu muitas portas para o Non-Divine. O álbum “Asylum 45” foi gravado, mixado e masterizado pelo produtor dinamarquês Jacob Hansen, que já trabalhou com nomes como Amaranthe, Pretty Maids, Volbeat, entre outros, e lançado mundialmente em 2007 pela Rusty Cage Records. O álbum é um conceito fictício sobre um hospital psiquiátrico. Em cada música, um paciente conta sua história.
Essa premissa virou característica da banda, que passou a usar a indumentária branca psiquiátrica e fez diversos shows ao lado de grandes nomes como Dio, Anthrax, Sabaton, Volbeat, Testament, Queensrÿche, além de realizar uma turnê europeia com o Flotsam and Jetsam.
Depois de um hiato, em 2023 van Beek resolveu retornar com a banda e isso foi uma dádiva, pois seria um desperdício o Non-Divine não produzir mais nada com tanta lenha para queimar, além da qualidade ímpar que possuem.
Além da qualidade sonora, a banda prima por entregar um trabalho conceitual magistral, de ideias sempre bem elaboradas. “Eyeball”, sua mais nova faixa, por exemplo, traz a história de Dr. Chill, um governante médico/político, que acredita ter passado por uma lobotomia no passado, o que o tornou mais relaxado e uma pessoa melhor. Como líder e médico, ele também submete seus seguidores imaginários a lobotomias. Os seguidores formam uma nova classe social de pessoas melhores e mais pacíficas do que as demais. Eles se unem e se separam da sociedade corrupta como um culto.
Musicalmente o som de “Eyeball” soa como um metal moderno, de riffs cavalgantes de guitarra, cozinha com groove na medida e sintetizadores de fundo discretos. A abordagem levemente progressiva deixa o som mais versátil, enquanto os vocais com drives contam com apoio de backings com efeitos que nos remontam a robôs. A faixa é mais uma prova da versatilidade do Non-Divine, além de provar que a banda se manteve antenada durante o hiato!
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