Apesar deste ser apenas o terceiro disco de estúdio do More, a banda surgiu lá em 1979. Diretamente de Londres, o grupo seguiu o movimento da new wave of british heavy metal, também conhecida como NWOBHM, do qual nomes como Saxon, Angel Witch, Blitzkrieg, Tigers of Pan Tang e, simplesmente, Iron Maiden surgiram.
Claro, o More não desfrutou do mesmo sucesso de seus conterrâneos, mas sempre persistiu, vivendo diversos hiatos. Hoje praticamente nenhum intergrante é de sua formação original, sendo o mais antigo o baixista Barry Nichols, que está na banda desde 1982 e se recusou a desistir. Hoje ao seu lado ele tem Peter Welsh (guitarra), Steve Rix (bateria) e Mike Freeland (vocal).
O More passou por diversos perrengues e formações, inclusive não oficiais. Alguns membros formaram uma banda tributo ao More chamada ExMore, em 2011. Em 2012, mudaram oficialmente seu nome para More2012. Essa formação da banda começou a gravar um novo álbum em meados da década de 2010, projeto que foi abruptamente interrompido pela morte do produtor e guitarrista Chris Tsangarides, que já trabalho com nomes como Angra, Black Sabbath, Bruce Dickinson, King Diamond, Thin Lizzy, etc, e faleceu em 2018. Porém, a assinatura na produção de “Destructo”, é dele.
O disco mostra que o quarteto não desaprendeu nada, entregando um heavy metal com inspirações no clássico, leves toques de hard rock e que às vezes ultrapassa as fronteiras do peso, ganhando contextos mais densos. Tudo com um som atual, sem cair em armadilhas modernas e muito menos soar datado.
Em comum as faixas costuma trazer refrãos muito bem estruturados e pegajosos (no bom sentido), que prendem o ouvinte de imediato. Os riffs de guitarras descendentes da NWOBHM também são corriqueiros e dão uma consistência impressionante e a escolha dos timbres foi bem feliz.
A faixa de abertura, “Hearts On Fire”, que ganhou um lyric video, soa bem propícia para a ocasião e entrega um heavy metal clássico potente. De início épico, a banda traz, como deve ser, todos os clichês do estilo, enquanto revela o quão bom é o vocalista Mike Freeland e sua habilidade em equilibrar tudo.
“Rocquiem”, que ganhou um clipe, é aquela que revela a densidade além, enquanto “Scream” traz quase um hard rock a lá Mötley Crue, mostrando ainda mais versatilidade. Ouça ainda a faixa título seu groove providencial, “Spirits of War” e sua levada power metal, além da contagiante “Immortal”. Aliás, ouça o disco todo, pois serão pouco mais de 45 minutos muito bem investidos!