Sabe quando você ouve um trampo e nos primeiros acordes ele soa legal, mas comum e depois de um aprofundamento, com a entrada das linhas vocais, você nota que de comum ele está longe de ser? Pois bem, essa é a primeira impressão deste disco do Antsud Metal Project.
Mas, a originalidade do trabalho vai além e isso se dá muito da parceria, talvez mais do que da proposta, já que eles primam por trazer influências que vão do canto tradicional estoniano ao metal moderno e aos sons industriais, onde o disco se destaca por sua abordagem inovadora na fusão de gêneros.
Antsud Metal Project, ou AMP, é uma colaboração empolgante entre membros do Antsud, a aclamada banda folk da Estônia, e o produtor Emmanouil “Hermano” Tselepis. O resultado é exatamente o que eles fizeram no experimento, modernizar o som do Antsud, mas sem que perdesse sua essência.
Tudo isso pode ser conferido neste magistral disco intitulado “Sulam”, onde conseguem traduzir bem essa proposta, manter elementos convencionais, outros mais tradicionais da cultura local, além de reverberar uma personalidade bem própria. Tudo em treze faixas distribuídas em 50 minutos que poderão agradar desde os fãs do folk metal mais moderno, o próprio metal moderno, o symphonic metal, além dos amantes da boa música em geral.
O disco, que vem sendo feito desde 2024, apresenta tanto clássicos reimaginados do Antsud quanto composições inéditas. Isso acaba dando um parâmetro interessante, mas a produção e execução são tão boas, que as faixas acabam soando como coirmãs.
Em comum o disco mantém o ritmo inspirado pelo folk, mas claro, com mais solidez e uma pegada intensa da bateria, além da vibração do baixo elétrico martelado. Guitarras de riffs sólidos complementam o trabalho, que tem à frente vocais femininos e o apoio de masculinos esporádicos.
O primeiro destaque fica por conta de “Kaugel Sa”. A música traz um trabalho acessível graças à sua melodia e sintetizadores bem inseridos, além de um refrão primordial. “Külm” com sua veia tradicional também chama atenção, assim como a moderna e sinfônica “Puie”, que encanta com suas orquestrações, firmam como principais destaques.
Mas, não tenha dúvidas “Sulam” é um disco que pode surpreender-nos a cada audição, nos revelando não só mais detalhes como também novas faixas preferidas, pois ele transita por diversos climas que pode sincronizar-se com nosso humor. Logo, não se trata de um álbum que deva ser concluído de imediato.
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