Podemos ressaltar algumas coisas bem interessantes ao falar sobre o heavy metal polonês. Primeiro que talvez ele viva sua melhor fase, já que gigantes do metal extremo, tais quais o Behemoth e o Vader estão em constante trabalhos e ainda temos outros postulantes ao ‘mainstream’, seja o Batushka ou Patriarkh (bandas ligadas não tão amigavelmente), além das particularidades do estilo por lá.
O metal polonês sonoramente parece mesclar o que o norte e o leste europeu sempre ofereceram, mas com um tempero tão próprio quanto o brasileiro possui e não conseguimos dizer exatamente do que se trata. Mas há algo ali naquela fórmula que o caracteriza, principalmente no metal extremo.
Tematicamente sempre foi mais ortodoxo, afinal de contas a Polônia se tornou um país muito religioso e isso costuma gerar o antidoto em atos de rebeldia, sendo que o metal é exatamente isso. Um país conservador gerar bandas radicais não é coincidência.
De lá vem a ‘one-man-band’ Viamaer, que é um novo projeto musical de Krystian Jurkiewicz, uma forma de expressão autoral, autossuficiente e multifacetada, onde a emoção ocupa o primeiro plano. No próximo dia 29 de janeiro, o primeiro disco da ‘banda’ verá a luz do dia (ou a escuridão da noite) e ele tem divulgado singles prévios para apresentar sua proposta.
O disco, que terá o nome de “In Lumine Lunae” contará com oito faixas, sendo uma delas “In Excitatione Terrae”, a faixa de abertura e primeiro single divulgado por Krystian, que já lançou mais um sob a alcunha de “Liberum Arbitrium”.
“In Excitatione Terrae” é uma faixa que une diversos estilos, mas que sempre se agregaram. Sombria e gélida, a faixa prima por essa versatilidade, mas soar mais nichada, além de conter alguns elementos do post-metal mais recente, deixando-a atemporal. Isso é importante e colabora para a abrangência.
Com um instrumental técnico na medida, mas sem exacerbar ou sobrepor a essência da música, a faixa traz uma bateria versátil pro estilo, guitarras sólidas com timbres na medida, além de duetos vocais que caem como uma luva. Enquanto o masculino berra angustiadamente, o feminino traz um ar brando, mas ainda frio.
A música ainda mescla melodias melancólicas, andamento na maior parte cadenciado, mas que, em algumas passagens, ganha velocidades e riffs mais dinâmicos, soando perfeita para os amantes do black metal, dark metal, post-metal e até mesmo doom metal. Que o disco siga essa premissa e chegue logo!
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