Australianos do The Cyber Project anunciam Dejavu, seu novo single

Eis aqui uma composição que ambienta o ouvinte em sua temática sensorial de forma fácil e imediata. Afinal, chega a até mesmo impressionar a forma como seu instrumental se apresenta. Uníssono. Pungente. Dramático. Em meio a uma estrutura rítmico-melódica atraente, mas emocionalmente profunda, a canção se destaca por ser capaz de introduzir uma melancolia harmoniosa a partir da melodia construída especialmente pela guitarra solo.

Enquanto ela se movimenta pelo escopo sonoro perante uma performance postural audaciosamente contorcionista, o que ilustra a intensidade do sentimentalismo presente na paisagem estética, a guitarra base vai fornecendo um alicerce levemente ríspido. É assim que existe a combinação, ou melhor dizendo, o perfeito equilíbrio entre coração e mente, o lúcido e o sentimental. 

Tal como se pudesse fazer com que o ouvinte enxergasse um horizonte límpido cheio de esperança se abrindo perante seus olhos, rompendo, consequentemente, a densa camada de nuvens obscuras, a temática sonora fala por si, dispensando, assim, o auxílio lírico. No entanto, quando esse escopo começa a ser elaborado, essa percepção muda por completo.

Por meio de uma voz masculina de timbre intermediário e leve, em cujo formato e sonoridade muito rememoram aquele de posse de Eddie Vedder, a faixa cresce e amadurece a tal ponto que consegue mostrar, com certa clareza, a fusão estético-estrutural entre a crueza e a sujeira do grunge com o caráter melódico e sensual do hard rock. Assim, o bruto interage diretamente com uma espécie de leveza atraente.

Caminhando por instantes em que as frases rítmicas induzem o espectador a perceber inclinações levemente dançantes em meio aos seus pulsos, a canção acaba enaltecendo seu caráter dramático conforme o vocalista vai vivendo as palavras por ele proferidas de uma forma intensa e sentimentalmente honesta. Diante de uma mescla entre reflexão e lamento, a composição, invariavelmente, se destaca em razão de sua identidade questionadora.

É na ponte que a canção permite ao ouvinte a identificação do instrumento restante para tornar completa a sua paisagem sônica. O baixo, com seu groove grave e de estridência embrionária, sugere um corpo ideal para que a canção soe consistente. Com um comportamento de natureza curiosamente sorrateira ao lado dos repiques da bateria, ele dá à Dejavu um vislumbre levemente sombrio, lhe conferindo uma estrutura conjuntural que atrai, contagia e empolga o espectador, mesmo nos momentos em que a paisagem sônica chega a parecer repetitiva ou mesmo linear. Eis aqui, portanto, a perfeita mescla de intensidade e provocação. A fusão de Seattle e Sunset Strip.

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