Depois de sete anos desde o seu último álbum de inéditas, uma das maiores bandas do Metal nacional, o Hangar, lança finalmente um novo trabalho. “Stronger Than Ever” traz a banda de Aquiles Priester bastante renovada, com a estreia do jovem vocalista Pedro Campos e a volta do guitarrista Cristiano Wortmann.
Tive a grande honra de conhecer o trabalho da banda em seu álbum “Infallible” (2009), e desde então virei grande fã, acompanhando o seu trabalho. E a ansiedade já estava alta, desde o projeto acústico, passando pela escolha do novo vocal e todo o andamento para esse novo álbum, que enfim chegou.
Lançado em 22/07 no Brasil, via Making Of e na Europa via FC Metal, no Japão no dia 27 de julho via King Records, está disponível desde o dia 15/07 na Die Hard Records com exclusividade e é um dos trabalhos mais vendidos da loja desde então e que conta com grande aceitação por parte do público e crítica.
“Stronger Than Ever” é ótimo, orquestral, progressivo, melódico, técnico, pesado, ou seja, todos os ingredientes que um álbum do Hangar costuma ter estão presentes aqui. A banda aposta em mais músicas de duração mediana, com apenas duas passando dos sete minutos, o que dá mais dinâmica ao álbum, em minha opinião.
A já previamente divulgada “Reality Is A Prison”, abre brilhantemente o play, já mostrando toda a qualidade vocal de Pedro Campos, além da destruidora bateria de Aquiles, que dispensa apresentações e começa como uma metralhadora para os ouvidos.
Já seguindo para “The Revenant”, que começa com um solo do Polvo. A canção contém ótimos riffs e solos; a bateria não precisa nem se falar, mas carece um refrão mais forte e pegajoso.
A terceira canção se chama “Forest To Forgotten”. Essa tem o tom mais progressivo, com os teclados bem presentes, conta com alguns backing vocals no refrão, e o primeiro solo de guitarra é bem impressionante. A ponte vai nos lembrar de Dream Theater um pouco. É uma das canções que passam os sete minutos de duração e um dos destaques do play.
“A Letter From 1997 (MHJ)” tem o piano fazendo uma bela intro juntamente com os vocais em forma de dueto, tem uma estrutura bem orquestrada que vai crescendo. Aqui Pedro Campos nos brinda com vocais um pouco mais cadenciados, se comparados as músicas anteriores. Tem um belo trabalho nos backing vocals, e como já de costume, a bateria é um show à parte.
A canção mais tranquila do álbum é “Just Like Heaven” – pode-se dizer que é a balada do álbum. Conta com um piano fazendo uma bela introdução e traz a banda tocando mais lentamente e o vocalista também mais cadenciado como na anterior. Tem um refrão bastante pegajoso e com certeza se tornará uma das favoritas dos ouvintes. Conta com uma versão acústica como bônus do álbum.
Aqui voltamos ao peso com muita técnica em “The Silence of Innocent”. A bateria comanda a música, com as guitarras a seguindo até o refrão. Destaque para a ponte, que tem um ótimo riff, lembrando bastante uma música de Thrash Metal, e os vocais são ótimos mais uma vez.
“Beauty In Disrepair” é outra das que duram mais de sete minutos. É bastante pesada e rápida, com elementos e passagens melódicas em sua estrutura.
O grande destaque para mim é “We Keep Running The Course”, uma linda canção que lembra muito, sem comparações, os tempos clássicos do Angra. Tem uma atmosfera bem melódica, mas sem perder o peso. O piano aparece muito bem aqui, juntamente com os vocais mesclando entre o suave e o rasgado. O refrão é mais simples, sem tantas palavras cantadas, se tronando mais arrastado e bonito. O grande pecado desta música é sua duração curta, com somente quatro minutos.
A canção que fecha o álbum é a também já divulgada “The Hangar of Hannibal”. Bastante pesada e rápida, tem um dos melhores refrãos do álbum. É bem progressiva depois do segundo refrão, nos levando para um excelente solo de guitarra. Foi uma boa escolha pra fechar o play.
Como bônus temos a versão acústica de “Just Like Heaven”, que na minha opinião deveria ter um violão mais presente na mixagem, ficou um pouco baixo. Mas a orquestração está perfeita e é uma ótima música acústica.
A qualidade dos músicos aqui é indiscutível! O grande destaque é a novidade dos vocais de Pedro Campos, que realmente se encaixou bem com a música do Hangar. Mais uma vez Aquiles destrói nas baquetas e mostra por que é um dos melhores bateristas do mundo. Todo o trabalho das guitarras é muito bom, com riffs pegajosos e solos impressionantes. O baixo também é muito bem tocado, porém parece seguir muito as linhas de guitarra, faltou um pouco de ousadia aqui. Destaco o teclado, que deu muito as caras nesse trabalho. Ficou muito legal.
Toda a expectativa criada em torno do novo trabalho da banda não foi em vão, pouco mais de cinquenta e dois minutos de ótimas músicas tocadas com maestria. A estrutura de canções não tão longas funciona bem, não deixando o álbum se tornar cansativo e o ouvinte de cara já vai se apegando a algumas canções. Enfim, temos mais um álbum espetacular esse ano no Metal nacional. Parabéns ao Hangar!
Formação:
Pedro Campos (vocal);
Nando Mello (baixo);
Cristiano Wortmann (guitarra);
Fábio Laguna (teclado);
Aquiles Priester (bateria).
Faixas:
01 – Reality Is A Prison
02 – The Revenant
03 – Forest of Forgotten
04 – A Letter From 1997
05 – Just Like Heaven
06 – The Silence of Innocent
07 – Beauty In Disrepair
08 – We Keep Running The Course
09 – The Hangar of Hannibal
10 – Just Like Heaven (Acoustic Version)
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