72 anos se passaram e o “Senhor” ainda continua em alta, quem diria, não é mesmo. Com toda essa tecnologia e depois de ser ignorado e quase esquecido na década de 90, posso afirmar que a melhor forma de se ouvir um bom e velho som de Rock continua sendo com você.
O Disco de vinil – conhecido simplesmente como vinil ou, ainda, “Long Play” (abreviado como LP) – é o nome utilizado para chapas – majoritariamente de cor negra e contendo um rótulo no centro chamado de selo fonográfico – fabricado através de processos eletromecânicos e feito de um material plástico chamado poli cloreto de vinila – abreviado simplesmente como vinil ou PVC – e que são utilizadas para o armazenamento de áudio (principalmente canções) desde 21 de junho de 1948 até os dias atuais, embora tenham experimentado um grande declínio em seu uso a partir da década de 1990, com a introdução do CD. Foram inventados pelo engenheiro Peter Carl Goldmark, que trabalhava para a Columbia Records, para substituir os velhos discos de 78 rpm.

O processo de gravação do áudio nos discos de vinil é complexo, entretanto, utilizam-se processos similares aos que eram usados na gravação dos discos de 78 rotações, através de processos eletromecânicos, como a galvanoplastia e a prensagem ou carimbagem. Assim, as grandes diferenças entre os formatos do ponto de vista da fabricação se davam na utilização de estiletes (chamados também de cinzéis) com a ponta mais fina, que possibilitava a gravação do som com os famosos microssulcos ou micro ranhuras (do inglês microgroove) que, combinados com a nova velocidade de 33 1/3 RPM, permitiam o aumento de capacidade pelo qual os novos discos eram conhecidos.
Utilizados para a veiculação de álbuns completos (ao vivo, coletânea, de estúdio, de grandes êxitos, ou de remisturas), tinham a capacidade máxima de rodar de 23 a 30 minutos por cada lado do disco (contendo, normalmente, diversas faixas em cada lado). Inicialmente, existiam versões com 10 e com 12 polegadas de diâmetro (25 ou 30 cm). Entretanto, com o tempo, fixou-se o formato de 30 centímetros de diâmetro. Devido ao seu tamanho e capacidade, eles são discos que comportam o lançamento de um álbum completo, ao contrário dos compactos simples que foram lançados em 31 de março de 1949 pela gravadora concorrente RCA-Victor e que passaram a ser utilizados para lançar singles musicais.

Desde o início da sua comercialização, em 1948, enfrentaram a concorrência de diversos formatos similares, especialmente daqueles baseados em tecnologias que envolviam fitas magnéticas. De menção obrigatória pelo seu impacto na cultura popular são a fita cassete e o cartucho ou estéreo 8 que tiveram grande importância comercial para a indústria fonográfica. Entretanto, nenhum desses formatos chegou a ameaçar a posição dos LP’s como principal meio de armazenamento de áudio entre os anos 1960 e os anos 1980. Foi apenas com a invenção do CD – um meio de armazenamento digital – em meados desta última década que iniciou-se o declínio do disco de vinil como principal formato de comercialização de música gravada. Apesar disso, experimentou um ressurgimento a partir da década de 2000, tendo a indústria registrado um novo interesse e um aumento das vendas deste meio de armazenamento de áudio até os dias atuais.

https://youtu.be/10y30RxIBEE

Ressurgimento do disco de vinil
Nos Estados Unidos, o comércio de vinil voltou a crescer acima de 50% em 2014. De acordo com o The Wall Street Journal, ao todo 9,2 milhões de LP’s foram vendidos naquele ano, um crescimento de 53% em relação a 2013. No total, a pesquisa de Nielsen SoundScan aponta que as compras dos discos nos EUA representam 6% de todo consumo de música no país. Entre os artistas que mais venderam disco de vinil, estão: Artic Monkeys e Lorde, entre outras bandas que atraem um público mais jovem no país e no restante do mundo.

No Brasil, na segunda metade de 2008, os proprietários da gravadora independente Deckdisc, informados do volumoso crescimento na venda de vinis nos Estados Unidos e na Europa, depararam-se com a possibilidade de adquirir o maquinário da antiga fábrica da Polysom – empresa fundada em 1999, em Belford Roxo, e que havia falido em 2007 – e reativá-la. Em setembro do mesmo ano, começaram as diligências e os estudos que resultaram na aquisição oficial, em abril de 2009. No final de novembro de 2009, depois de meses de restauração, a fábrica finalmente fica pronta, sendo feitos os primeiros testes com os LP’s produzidos. A fábrica tem capacidade para produzir 28 mil LP’s e 14 mil compactos por mês. Estabeleceu-se como única fábrica de vinis de toda a América Latina, condição que se mantinha até o final do terceiro trimestre de 2017, quando a fábrica Vinil Brasil foi inaugurada.

Que tal comemorar a data curtindo aquele clássico no vinil…