Resenha: Mindtaker – Toxic War (2020)

by Marcos Gonçalves

Seja sincero, quantas bandas de Portugal você conhece? Midnight Priest, Moonspell, Attick Demons, todas essas de algum modo devem ter chegado em seus ouvidos. Mas há uma banda nova incrivelmente talentosa e com um futuro que promete coisas grandes, o Mindtaker. Thrash Metal português com grande influência do Thrash da Bay Area e do Crossover.

O primeiro álbum do gajos é “Toxic War“, lançado em 24 de Fevereiro via Mosher Records. O play mostra uma banda que sabe o som que quer fazer, totalmente entrosada e com riffs que vão explodir seus tímpanos de tão agressivos.

Merch | Mindtaker

As três primeiras faixas, “I Am the Kid“, “Seven Gates of Hell” e “Faces of War” não te deixam respirar, com palhetadas rápidas e uma violência que empolgam muito. As duas primeiras com destaque para a performance do guitarrista Gonçalo Branco, que encorpora um Gary Holt da vida e distribui riffs e solos magníficos. Marco Bilro também mostra uma performance incrível, com sua voz perfeita para o estilo. A terceira faixa se aproxima de um timbre a lá “Kill ‘em All“.

Em seguida temos a ótima faixa “Into The Pit“, não aquela clássica do Testament, mas sim uma performance perfeita de Rui Sousa nas baquetas, com viradas rápidas e usando os pedais duplos de forma brilhante. Uma faixa bastante curiosa vem na sequencia, “Destruição Total“, cantada totalmente em português, o que deixa tudo com um charme a mais.

Coros ecoando “Fuck Off” aparecem no refrão da faixa do mesmo nome, com mais uma rajada de riffs rápidos e impressionantes. “Skull Impaler” tem riffs mais harmônicos, com uma pitada germânica, com mais coros ecoando o nome da faixa no refrão, isso é muito bom!

Down To Terrorism” é uma crítica ao terrorismo que assombra o mundo nos dias de hoje. “Hell On Earth” é onde o baixo de Miguel Almeida aparece de vez com destaque, acompanhado de mais riffs intensos e outra performance matadora da bateria.

Na reta final, “Drink Beer For Thrash” encorpora o Destruction pra falar de cerveja. Conta com um riff pouca coisa mais cadenciado, mas com a pegada já estabelecida do álbum. Ao seu final temos um solo maravilhoso de Gonçalo com um tom mais melodioso, além de um belo arroto encerrando. A faixa-título fecha o álbum de forma magnífica, cumprindo o protocolo de ser agressiva e com riffs de arrepiar os cabelos, sendo a mais longa das faixas, com pouco mais de quatro minutos.

Enfim, nenhuma banda da nova geração me surpreendeu tanto quanto esses caras, seu estilo nostálgico e ao mesmo tempo atual soa fresco para os ouvidos, trazendo uma mixagem muito boa para um álbum de estreia, melhor que de muita banda já consagrada por aí. “Toxic War” definitivamente cumpre o que promete, onze músicas de puro Thrash Metal que chega para apresentar os portugueses que vieram para ficar.

Toxic War – Mindtaker
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2020

Gravadora: Mosher Records

Tracklist:
01. I Am the Kid
02. Seven Gates of Hell
03. Faces of War
04. Into the Pit
05. Destruição Total
06. Fuck Off
07. Skull Impaler
08. Down to Terrorism
09. Hell on Earth
10. Drink Beer for Thrash
11. Toxic War

Formação:
Marco Bilro – Vocal
Rui Sousa – Bateria
Gonçalo Branco – Guitarra, Vocal de apoio
Miguel Almeida – Baixo, Vocal de apoio

9/10

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