Resenha: Foo Fighters – Wasting Light (2011)

by Marcos Gonçalves

O Foo Fighters talvez seja uma das bandas mais legais dos últimos anos, sempre melhorando a cada álbum lançado, conquista cada vez mais fãs e lota cada vez mais seus shows.

Dave Grohl é o “Mr. Nice Guy“ no mundo do Rock, está em todos os eventos, premiações, ações de caridade, e além disso vem fazendo um ótimo trabalho com sua banda.

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Em 2011, a banda lança “Wasting Light”, considerado por muitos, e por mim, o melhor álbum do Foo Fighters, um disco de extrema qualidade em todos os sentidos e também com muitas curiosidades envolvidas.

“Wasting Light” começou a ser escrito na estrada, logo após o lançamento do álbum de 2007 “Echoes, Silence, Patience & Grace”, e algumas músicas até já haviam sido gravadas, no caso “Wheels” e “Word Forward”, porém a banda decidiu lançá-las na coletânea “Greatest Hits” de 2009.

Em 2010 a banda finalmente entra em estúdio e dá início as gravações do álbum, que duraram apenas 3 meses, pois boa parte já havia sido composta.

O álbum teve a produção de Butch Vig, que já havia trabalhado com Dave Grohl no clássico “Nevermind”, do Nirvana.

Butch Vig accepts the Best Compilation Soundtrack for Visual Media for 'Sound City: Real to Reel' onstage during the 56th GRAMMY Awards Pre-Telecast Show at Nokia Theatre L.A. Live on January 26, 2014 in Los Angeles, California. (Kevork Djansezian/Getty Images)

Musicalmente falando, o álbum é cheio de hits, tem a produção incrível e a mixagem perfeita, com todos os instrumentos bem encaixados. As letras em sua maioria falam sobre perdas e recomeços. Sem exageros, qualquer música presente no disco teria potencial para virar single. Então chegou a hora de falar sobre elas.

“Bridge Burning” abre o play de maneira brilhante, um acorde bem abafado abre para o riff principal que logo nos entrega ótimos versos e um refrão bastante viciante, já característica da banda.

Logo depois vem “Rope”, que já era conhecida dos fãs, já que foi o primeiro single liberado, com pouco mais de quatro minutos, versos cantados com bastante calma logo dão lugar a um refrão bem encorpado e bem pegajoso.

“Dear Rosemary” segue a linha de refrãos pegajosos, o que se destaca bastante aqui é a bateria de Taylor Hawkins e o ótimo entrosamento das três guitarras. Uma pensa não ter virado single.

Em seguida temos a canção mais pesada do álbum, “White Limo”, ganhadora do Grammy de melhor performance de Hard Rock/Meta, a canção tem vários pontos altos e pesados, os vocais bem rasgados de Dave Grohl deixam a música ainda mais pesada, algo bem interessante pra se conferir.

A minha preferida do álbum é a próxima faixa, “Arlandria” é perfeita, letra, melodia, harmonia, tudo é perfeitamente encaixado. Ao vivo é melhor ainda, pois é uma música que vai crescendo até chegar no refrão que é seu ápice, empolga bastante ouvi-la. Também virou single com um vídeo ao vivo no iTunes Festival.

Seguimos com “These Days”, outra música espetacular que merece destaque, versos mais cadenciados e refrão simplesmente incrível, outra que não pode faltar nos shows da banda. Inclusive virou single e o clipe contém imagens dos shows e bastidores da banda.

“Back & Forth”, além de uma ótima música, também é o nome do documentário que a banda lançou em 2011, contando a história da banda. É a música que menos gosto do álbum, mas não deixo de ouvi-la sempre que ouço o disco.

Em seguida temos “A Matter Of Time” e “Miss the Misery”, as duas são bastante pegajosas e conquistam o ouvinte logo na primeira ouvida. Uma curiosidade é que a segunda contém o nome do álbum (Wasting Light) cantado em um de seus versos.

“I Should Have Known” é a música mais sentimental do álbum, o produtor Butch Rig disse uma vez em entrevista que a música é sobre “as pessoas que perdi, não apenas Kurt (Cobain) ”.

A última, mas não menos importante canção do álbum, é talvez o grande hit dessa fase da banda, “Walk” é simplesmente a música no estilo do Foo Fighters, aquele riff bem básico que vai crescendo durante a música. Tudo se encaixa e a música se torna muito agradável e divertida de se ouvir, logo já está na sua cabeça. Perfeita pra fechar o álbum. Também virou single e seu clipe é um grande sucesso nas mídias.

Algumas curiosidades do álbum:

A gravação foi feita inteiramente de forma analógica, sem qualquer tipo de edição eletrônica;

Bob Mould (Hüsker Dü e Sugar), de quem Dave Grohl é grande fã, participou tocando guitarra e nos vocais de “Dear Rosemary”;

Krist Novoselic (Nirvana) tocou baixo e acordeão em “I Should Have Known”

Foi o primeiro álbum de estúdio em que Pat Smear, que fez parte da banda de 1995 até 1997, desde “The Colour and the Shape”;

Pela primeira vez na carreira o Foo Fighters gravava com três guitarristas fixos e um convidado;

Foo Fighters, web cast CBS PHOTO by John Paul Filo ©2011 CBS BROADCASTING INC. ALL RIGHTS RESERVED.

O álbum foi tocado ao vivo em sua forma completa em duas oportunidades, uma no Studio 606, com transmissão online no canal oficial da banda e outra no programa Live On Letterman.

Concluindo, Wasting Light pode ser considerado o grande trabalho da carreira do Foo Fighters, o álbum que definiu a carreira da banda, o seu Back In Black ou então o seu Black Album. Tudo se encaixou perfeitamente e todos os singles foram escolhidos muito bem, agradou aos fãs e a crítica e é muito bom de se ouvir a qualquer momento. Talvez um exagero de minha parte, mas um dos melhores álbuns lançados no século XXI, indispensável para qualquer ouvinte de todos os estilos.

Foo Fighters – Wasting Light (2011)

1 – Bridge Burning
2 – Rope
3 – Dear Rosemary
4 – White Limo
5 – Arlandria
6 – These Days
7 – Back & Forth
8 – A Matter Of Time
9 – Miss The Misery
10 – I Should Have Known
11 – Walk

  • 10/10
    - 10/10
10/10

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1 comment

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Maykon Santos Kjellin 23 de maio de 2016 - 4:16 pm

*-*

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