Resenha: Coletânea Roadie Metal – Volume 11 (2019)

by Anderson Frota

É sério isso??? O Volume 11 da Coletânea Roadie Metal já abre arremessando três das melhores bandas do cenário brasileiro atual na nossa cara??? Ok, no encarte está dito que esta será a ultima edição dessa importante série, mas isso seria motivo para nos nocautear com o o arregaço do Death Chaos, que lançou um dos melhores álbuns nacionais do ano passado, com o Thrash do Ravenous Mob e com o Hard setentista pesadão do Living Louder?

Seria sim. Talvez, por ser a última edição, quis se criar algo especial, digno do fechamento de um ciclo, embora torçamos para que essa decisão seja revista no futuro. Aqui, 29 bandas de diversas vertentes e origens se distribuem ao longo de dois CDs. Neste primeiro, além das três já mencionadas, mercem destaque a paraense Rhegia, que ostenta um vocalista acima da media, na pessoa de Moadias Branco, e a Lusferus, de Ribeirão Preto, com um Death/Black absolutamente insano.

A Libertad poderia ter se saído melhor com uma qualidade gravação melhor, mas percebe-se que seu Thrash Crossover é furioso e empolgante. A mesma crítica e o mesmo elogio podem ser aproveitados para o Rock da Novo Chão. Fechando a primeira parte, ressaltamos a canção da War Machine, que, sem se afastar dos maneirismos do Metal Clássico, apresentou uma excelente canção em “A New Kind”.

O disco 2 inicia em grande estilo com o Metal Tradicional da Krakkenspit, seguida pelo impacto do Thrash moderno da Medicine For Pain e o Death arrastadão do Heavenless. O Maranhão confirma a sua vocação para reveler boas bandas com o peso Thrash Death do Torturizer e, na sequência, retornamos ao Hard Rock com a excelente faixa da DialHard.

Essa segunda parte da coletânea tem fluído de forma mais coesa que a primeira e, devo dizer, que a Epitaph demonstrou elementos próprios em sua sonoridade que me fizeram querer escutar mais de seu trabalho. Gêneros absolutamente distintos entre si, como o Doom Metal e o Punk Rock, estão bem representados em suas essências através das faixas do Mamutti e do Zero Hora. Ainda na linha deste ultimo, mas dentro de uma vertente mais Hardcore, o CxDxM realiza o ultimo ataque explosivo da audição antes da viagem psicodélica do Obscured By The Clouds.

Certamente um amplo mostruário do que se produz atualmente no Brasil, sendo que ainda há muito para ser explorado e conhecido. Ao longo dessas onze edições, temos um rascunho do mapa de nossa música underground. É um rascunho, sim, porque ele de fato nunca acabará de ser traçado. Está em expansão constante através de cada nova banda, cada demo, cada show. A Coletânea para por aqui, mas a Roadie Metal segue avançando nessa missão incansável e gratificante.

 

CD 01

01 Death Chaos – Through the Eyes of Brutality

02 Ravenous Mob – The Enemy Undying

03 Living Louder – The Crow

04 Reffugo – Reffugo

05 Born To Kill – Goodbye Soldier

06 WarAge – Torture

07 Rhegia – Shadow Warrior

08 Lusferus – Luciférico Hino

09 Anguere – Cadeia

10 Tiberius Project – You Bitch!

11 Libertad – Closed Fists

12 Sentinelas do Rei – Rios do Deserto

13 Novo Chão – Terra Dos Homens

14 War Machine – A New Kind

15 War Eternal – Burning Alive

CD 02

01 Krakkenspit – Fear My Name

02 Medicine For Pain – Vendida Como Bonecas

03 Heavenless – The Reclaim

04 Torturizer – Slaughtersouse

05 DialHard – Now You’re Free

06 Epitah – Something Better Than God

07 Cromata – Resigned in Blood

08 Mamute – The End

09 The Damned Human Flash – Inferno

10 In Soulitary – Hollow

11 LoneHunter – Eternal Time

12 Zero Hora – Batina do Papa

13 CxDxM – Como Um Muro Inatingível

14 Obscured by The Clouds – Ethereal

  • 8/10
    - 8.0/10
8/10

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