Heavy Metal na América do Sul – XVI

by Anderson Frota

Depois de uma longa pausa, a nossa viagem virtual pelo continente sul-americano está de volta. Embarque e explore os territórios onde a música pesada não para de evoluir!

Acroma – Argentina

O trio composto pela vocalista Julia Segent, o guitarrista Juan Bach e a baterista Nicole Trinchero já vem atuando junto desde 2015, na banda The Nothing. Lançaram um álbum em 2016, mesmo ano que criaram o UnFear, que gerou dois álbuns e um EP.
Em 2018, o UnFear mudou seu nome para Acroma, que integrou o baixista Julian Rueda e o guitarrista Gabriel Olivares, lançando três EPs e dois álbuns, cujo mais recente chama-se “Opus Tenebris”, disponibilizado em janeiro deste ano.
O som do quinteto é o Melodic Death Metal com alguma dose de Metalcore, com todas as partes se integrando muito bem dentro das composições, seja na dinâmica dos vocais de Julia e de Juan, no trabalho das guitarras, ou nas bases extremamente seguras de baixo e bateria.

Armadura – Bolivia

O Armadura é uma banda que se revela focada, profissional e dedicada. Originários da capital boliviana de La Paz, desde 2005, possuem aquela pegada de Metal melódico e muito bem trabalhado, que remete a nomes como Stratovarius, Angra e Rhapsody.
Trazendo ex-integrantes de bandas como Holy Metal e Albatros Negro, um fato triste marcou seus primeiros anos, com a perda do vocalista original em um acidente. O substituto Rodrigo Tejerina vem para a formação na mesma mudança que trouxe o baterista Boris Méndez Cóssio, mas dura pouco tempo e deixa a banda, abrindo caminho para que Boris assuma os vocais em tempo de gravar o primeiro álbum “Premonición”, de 2011.
Na discografia do Armadura, ainda contam um EP e mais dois álbuns, sendo que o novíssimo “Nuevas Tierras” foi lançado em janeiro de 2020.

Nocturnal Hollow – Venezuela

O duo formado por JR Escalante (vocal, guitarra e baixo) e George Knive (bateria) já tinha trabalhado junto no Baphomet, além de terem participado de outras bandas do cenário de Death Metal venezuelano. O Nocturnal Hollow é um projeto de ambos, que está em atividade desde 2010, tendo registrado cinco álbuns e dois EPs.
O último trabalho, o disco “A Whisper of an Horrendous Soul”, saiu em março de 2019 e demonstra uma sólida influência do Death noventista europeu, mais precisamente de bandas como Entombed, com domínio e variedade dentro de suas composições. Certamente uma banda que merece ampliar o alcance de sua música.    

Sigma – Chile

A cidade portuária de Valparaíso gerou, há mais de vinte anos, uma excelente banda de Thrash Crossover. O vocalista Fabian Contreras e o baixista Patricio Cornejo estão na formação desde o começo e já lançaram três álbuns e um EP, contando já com a parceria do guitarrista Mauricio Plasma e do baterista Cláudio Tapia na gravação de “Re(in)volución”, de 2019.
Este último trabalho é uma verdadeira máquina formatadora de Mosh, com bastante influência de Suicidal Tendencies, acrescido de uma boa dose de personalidade própria.

V-Trail – Uruguai

Na ordem, dentro da matéria, a V-Trail ficou no final do texto. Talvez esse tenha sido o formato mais válido, pois deve manter esse nome por mais tempo na memória de quem leu. Que grata surpresa! Uma excelente banda, que pratica um Metal absolutamente variado e criativo, onde a tentativa de encaixe em algum subestilo iria minimizar a qualidade de sua música.
As canções de seu primeiro álbum, auto-entitulado e lançado neste ano, me fizeram lembrar de Mercyful Fate, não tanto pela musicalidade em si, mas pela forma de criar seus arranjos instrumentais e vocais. Tendo sido formada em 2000, foram vinte anos para lapidar a fórmula e valeram a pena. Não deixe de conhecer!

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