Black Sabbath: 45 anos de “Sabotage”

by Flávio Farias

Hoje é dia de celebrarmos mais um álbum dos criadores dessa bagaça chamada Heavy Metal: a mãe das mães das bandas, o BLACK SABBATH tem neste 28 de julho, “Sabotage”, seu sexto álbum apagando as velinhas.

Depois do sucesso do álbum anterior, o clássico “Sabbath Bloody Sabbath”, que rendeu a banda discos de Ouro no Reino Unido e Canadá e Platina nos Estados Unidos, também colocou o quarteto de Birmingham entre os primeiros nos charts em sua terra natal e na “Billboard 200”, além de exuastiva turnê, o que só dava maior alcance para os criadores.

O quarteto se trancou em Bruxelas, no “Morgan Studios”, com a própria banda produzindo e Mike Butcher atuando na co-produção. O título é uma alusão ao processo judicial que a banda estava sofrendo pela antiga administração e segundo Iommi afirmou em entrevista, era como eles se sentissem “sabotados o tempo todo”.

Geezer Butler foi mais além e deu a seguinte declaração:

Na época do “Sabbath Bloody Sabbath”, descobrimos que estávamos sendo roubados pela nossa administração e gravadora e então por muitas oportunidades, ao invés de estarmos nos palcos ou em estúdios, estávamos nos escritórios de advocacia, tentando cancelar os contratos. Sentíamos que estávamos sendo sabotados e por isso a escolha do nome como título.

Então a banda usou tudo isso a seu favor e trabalhou para que o aniversariante de hoje fosse diferente do antecessor, que Iommi já declarou “não o considerar como um álbum de Rock”. Vamos destrinchar as oito faixas que fazem parte de “Sabotage”; A abertura se dá com a psicodélica “Holy in the Sky” e os bons riffs de Tony Iommi, onde o peso dita o ritmo das coisas e garantindo um bom início.

Don’t Start (Too Late)” é uma intro com uma bela performance de violão de Tony Iommi e ela serve de ponte para o petardo que vem a seguir e que atende pelo nome se “Symphton of the Universe.” A primeira vez que escutei essa música foi na versão do SEPULTURA que entrou como bônus track do álbum “Roots” e se eu já tinha pirado com a versão dos brasileiros, fui conferir a original e fiquei ainda mais embasbacado com os riffs sujos e o timbre perfeito escolhido por Iommi, além de um Bill Ward insano no seu kit de bateria. Perfeita!

Megalomania”, do alto de seus nove minutos tem um clima viajante e traz consigo muito do Rock Progressivo, muitas mudanças de andamento e inclusive, inserções de teclado, tocadas pelo próprio Tony Iommi. Em “The Third of it All”, Tony Iommi manda ver em um belo solo na intro e depois nos riffs bem rústicos que compõem a base da música, além de mais clima Progressivo na música.

Supertzar” é praticamente instrumental por completo, pois se não tem Ozzy cantando, temos o coral English Chamber Choir acompanhando Iommi. E sabe aquele clima épico que o leitor acompanha em bandas mais contemporâneas? Pois é, o SABBATH já fazia isso nos anos 1970. Realmente os caras estavam na vanguarda.

Am I Going Insane (Radio)” volta al viajar no progressivo e tem até boas harmonias, mas quem procura guitarras pesadas essa não é a música ideal. A faixa se encerra com gargalhadas sinistras que invadem a música que encerra o play, “The Writ”, carregada de psicodelismo. Com bons riffs, o disco se despede.

Em 43 minutos temos um bom álbum, que se não é tão brilhante como os primeiros atos, tem sim momentos excepcionais e não pode ser desprezado. Há uma versão em CD que tem uma versão ao vivo para “Sweet Leaf”.

Sabotage” foi bem recebido e premiado com disco de Ouro nos Estados Unidos no ano de 1997 e Prata no Reino Unido no ano de 1977. Nos charts, figurou também no 6º lugar na Noruega, 7º no Reino Unido, 9º na Áustria e 28º na “Billboard”. E para sair em turnê, o tecladista Gerald “Jezz” Woodroffe, que participou das gravações, se juntou a banda, devido a necessidade de reproduzir as partes orquestrais do álbum pudessem ser reproduzidas nos palcos.

Enfim, hoje é dia de comemorarmos o lançamento deste disco e se não temos mais o BLACK SABBATH na ativa, ao menos temos todo esse maravilhoso legado deixado por eles. E nada do que escutamos e curtimos existiria se não fosse esse caras.

Sabotage – Black Sabbath
Data de lançamento – 28/07/1975
Gravadora – Virgo/ Castle/ Sanctuary

Tracklisting:
01 – Holy in the Sky
02 – Don’t Start (Too Late)
03 – Sympthon of the Universe
04 – Megalomania
05 – The Thrill of it All
06 – Supertzar
07 – Am I Going Insane (Radio)
08 – The Writ

Lineup:
Ozzy Osbourne – Vocal
Tony Iommi – Guitarra
Geezer Buttler – Baixo
Bill Ward – Bateria

Special Guests:
Gerald Jezz Woodroffe – Teclados
English Chamber Choir – Vocais em “Supertzar

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