Barril de Pólvora: confira entrevista exclusiva para a Roadie Metal

by Alexandre Temoteo

O ano de 2018 tem sido de boas colheitas para a galera do Barril de Pólvora. Após o lançamento de seu primeiro álbum, o grupo conseguiu reconhecimento e destaque perante a mídia especializada e também dos fãs. E para falar dessa excelente fase, conduzimos uma entrevista bem bacana, mostrando detalhes da história da banda, um pouco de como se dá o processo de composição, e planos para um próximo trabalho. Acompanhem:

01. Primeiramente gostaria de dizer que é uma imensa honra conduzir esse bate papo com vocês. Vamos começar do inicio. Conte-nos como surgiu a ideia de montar a banda?

Emerson Martins: A honra é toda nossa! Muito obrigado! A ideia surgiu entre eu e meu amigo Vinícius Mello (primeiro baterista), com o propósito de tocar releituras de músicas que gostávamos. Ia desde os clássicos do Rock n roll, Blues, até o Heavy Metal oitentista como Black Sabbath, Chuck Berry, Raul Seixas, Judas Priest, Accept, Ufo, O Terço e outras pérolas. Mas, nesta mesma época, e aos poucos, começamos a compor nossas músicas em português dentro dessas influências, porém, com uma pegada mais pesada que foi se ajustando com as mudanças de formação da banda. E pra completar, vale ressaltar que o nome da banda surgiu com a letra da música “Barril de Pólvora” do amigo Tiago Gomes (primeiro baixista) a qual nós gostamos muito do título na época e tinha tudo a ver com o nosso som.

02. A banda foi formada em meados de 2005, mas somente esse ano foi lançado o primeiro álbum. Houve um principal motivo, ou vários, para tal?

Emerson Martins: Houveram vários motivos tais como mudanças na formação ao longo do tempo, momentos difíceis, recursos financeiros e oportunidade de se realizar uma boa gravação. Além disso, infelizmente, como vários no Brasil, não conseguimos viver de música. Todos nós do Barril de Pólvora temos outras profissões e isso acaba comprometendo o tempo e vontade de dedicar exclusivamente para a banda… “vida de operário”. Acredito que não é necessário dizer o quanto é difícil, em nosso país, concretizar um álbum com a qualidade que as pessoas merecem. Enfim, foi com a formação atual que conseguimos concretizar esse sonho com muito esforço e dedicação.

Flávio Dragger: Sempre houve a vontade de produzir um álbum, mas passamos por várias formações e um longo processo de amadurecimento. Com a entrada do Alexis Bomfim na bateria em 2013, começamos a planejar a gravação. Em meados de 2016, com a entrada do Saulo Santos no baixo, sentimos que estava na hora de concretizar o álbum. Aí, em 2017, tivemos a honra e o prazer de trabalhar com vários amigos como o maestro Rodrigo Garcia na produção, Carlos Ziviani e Mateus Mendes da gravação e o André Cabelo na mixagem e masterização. Acabamos lançando em março de 2018.

03. Como tem sido a recepção do álbum perante os fãs e a imprensa especializada?

Saulo Santos: Muito boa e acima da expectativa. Os fãs receberam nosso trabalho com muito carinho e fazemos questão de retribuir com o máximo de atenção à todos; seja nos shows ou por mensagens recebidas em nossas redes sociais. A imprensa especializada também nos recebeu muito bem; com profissionalismo e muita atenção, publicando resenhas positivas e classificando nosso trabalho como muito bom. O que pra nós consideramos como um sonho realizado! É muito gratificante receber mensagens e comentários positivos.

04. É possível ver no álbum faixas que vão desde o Hard Rock ao Blues. Como é o processo de gerenciamento de tantas influências?

Emerson Martins: Desde o princípio, a nossa proposta foi englobar esse estilos que se interligam durante a história… um dando surgimento ao outro. Gostamos de não ficar presos a um “rótulo específico”, mas sim, se deleitar desse horizonte no qual crescemos curtindo nossos ídolos e criamos nossas influências, mas sempre com o pé no Heavy Metal Clássico. Criamos e finalizamos nossas músicas quando todos os integrantes se sentem satisfeitos com o que estão fazendo. Isso facilita esse gerenciamento, pois, temos um excelente relacionamento e tocamos com muita satisfação. Mas vale a pena ressaltar que apesar de não nos rotularmos, temos limites em relação até onde vamos… não saímos do universo do Rock n roll e Metal Clássico.

05. Minas Gerais, seu estado natal, sem dúvidas é o berço do surgimento de grandes monstros sagrados do Rock. Há na região um sentimento de pressão nas bandas para manter esse legado?

Alexis Bomfim: Carregamos esse peso sim. Inconscientemente existe este sentimento. Estamos o tempo todo preocupados em apresentar um trabalho honesto, sério e de qualidade para o público e nosso fãs. E pra gente, é uma honra ser uma das bandas representantes desta nova geração mineira.

Flávio Drager: O que falta mesmo e acreditamos, infelizmente, ser um fenômeno nacional, é um maior comprometimento e abertura de espaços e oportunidades em relação à música autoral independente. Assim, o público poderia ter mais oportunidades de conhecer excelentes bandas.

06. Como está atualmente a agenda de shows?

Alexis Bomfim: Como o Emerson citou… infelizmente como muitos, não conseguimos viver de música. Paralelamente temos nossos trabalhos e isso compromete um pouco. Mas, além de administrarmos nosso tempo com os ensaios, produção musical, gravação de vídeo clipe, entrevistas em rádios, TV e web; estamos conseguindo manter a média de pelo menos um show por mês. Temos shows agendados até dezembro e estamos sempre à disposição dos produtores de eventos… rs…

07. Já há planos e/ou ideias para um próximo trabalho?

Flávio Drager: Estamos muito animados e temos excelentes planos para o próximo álbum. Podemos adiantar que já estamos compondo as primeiras faixas. Será um processo natural e mais maduro, pois, aprendemos muito com a experiência de gravação do nosso primeiro debut, que aliás, consideramos ter sido uma etapa importante e inesquecível para a banda. O próximo deverá ser na a mesma linha e possivelmente com faixas mais pesadas. Mas sempre preocupados com a identidade e em levar boa música aos nossos fãs.

08. Bom, o espaço é todo de vocês. Deixem uma mensagem para os fãs da Barril de Pólvora.

Flávio Drager: Gostaríamos de agradecer o apoio incondicional que recebemos de todos os nosso fãs e parceiros. A vocês da Roadie Metal pela atenção e profissionalismo. O Heavy Metal Nacional continua mais vivo e pulsante do que nunca! O cenário nacional está cada vez mais rico, com bandas de todos os estilos e vertentes do Rock, Hard, Heavy Metal e etc. Para nós do Barril de Pólvora é uma imensa honra e felicidade participar deste cenário, mas principalmente, contribuir para a continuidade desta história. Vida longa ao Metal Nacional e apoiem sempre a cena local. Muito obrigado e EXPLODE BARRIL!!!

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