Em 1987 o mundo do Hard Rock, Heavy Metal, Trash Metal, Punk, Hardcore e do Rock em geral estava muito fértil. Incontáveis artistas lançaram inúmeros álbuns que posteriormente tornariam-se Clássicos absolutos. Porém, 1987 foi um ano em que o ecletismo do universo do Rock chamou a atenção. Neste mesmo ano, muitas bandas já mostravam a direção que os anos 90 iriam seguir


Anthrax – Among The Living

A essa altura o Anthrax já tinha conquistado seu “lugar ao sol”. Já tendo se tornado o principal nome da cena Trash Metal da costa Leste dos Estados Unidos (na outra costa o Metallica já tinha “explodido” com o Master of Puppets). Porém, com esse álbum eles colocaram o seu nome em definitivo na lista de artistas da música pesada. Com certeza a guitarra base, “do pequeno gigante” Scott Ian marcou uma era e influenciou toda uma nova geração de músicos, que “piraram” com os Riffs de “Among the Living”, “Caught in a Mosh”, “I’m the Law” e “Indians”, ou seja, classicos absolutos do Trash Metal.

Ainda me pergunto como conseguiram fazer um som tão moderno para o já distante ano de 1987.
O álbum “Among the Living” não soa “datado” para mim, ainda sinto esse álbum como algo “novo” e hoje, após 33 anos, me pego dando risada ao perceber (que artistas posteriores ao Anthrax) absorveram muito dessa obra em suas músicas.

Peso, groove e melodia na medida certa.

Data de lançamento: 27 de março de 1987

Gravadora: Island Records/Megaforce Records

Faixas: “Among the Living”, “Caught in a Mosh”, “I’m the Law”, “Efilnikufesin”, “A Skeleton in the Closet”, “Indians”, “One World”, “A.D.I./Horror of it All”, “Imitation of Life”.

Formação:

Joey Belladonna – vocal
Scott Ian – guitarra e backing vocals
Dan Spitz – guitarra solo
Frank Bello – baixo e backing vocals
Charlie Benante – bateria


Faith No More – Introduce Yourself

Essa banda é pura mistura!
Oriundos de São Francisco, conviviam com nomes da então (underground) cena da Bay Area, onde nasceu o Trash Metal Californiano. Nomes como Metallica e Exodus saíram do mesmo local. Porém, o Faith No More bebeu de muitas fontes além do trash metal. Punk, Pós Punk, New Age, Funk, Pop, dentre outros estilos que fizeram com que eles não se encaixassem em cena alguma. Apesar de já terem feito Tour na Europa, e seu séquito de fãs estar crescendo principalmente na Inglaterra, neste álbum tivemos que nos despedir do carismático e problemático Chuck Mosley. Fato que resultou na entrada do Mike Patton (que viria gravar o The Real Thing na sequência), o resto é história.
Me lembro de ter ficado confuso com fato de ter outra voz em músicas que conheci com o Patton no Live At The Brixton Academy (1990).
“Anne’s Song”, “Introduce Yourself”, “The Crab Song” e “We Care a Lot” (que foi regravada neste álbum, pois foi lançada originalmente no álbum homônimo de 1985), conheceram o mundo através da voz do Patton, após o sucesso absoluto que foi o Hit “Epic” em 1989.
“Introduce Yourself” é o prelúdio para o sucesso do próximo álbum.

Data de lançamento: 23 de abril de 1987

Gravadora: Slash

Faixas: “Faster Disco”, “Anne’s Song”, “Introduce Yourself”, “Chinese Arithmetic”, “Death March”, “We Care a Lot”, “R n’ R”, “The Crab Song”, “Blood”, “Spirit”.

Formação:
Chuck Mosley – vocais
Billy Gould – baixo
Mike Bordin – bateria
Roddy Bottum – teclados
Jim Martin – guitarra

Ramones – Halfway To Sanity

Os Ramones representam a integridade musical pra mim, assim como o AC/DC, os Ramones conseguiram evoluir dentro do som que eles mesmos criaram. Apesar dos anos 80 terem sido um tanto quanto cruéis comercialmente, fora todos os problemas internos pelos quais a banda passava. Eles ainda continuavam criando algo relevante e que se encaixava perfeitamente com seus materiais mais antigos. Apesar desse ser um clássico pra mim, “Halfway to Sanity” não é considerado pela maioria dos fãs. Após esse lançamento, algumas faixas se tornaram Hits que não podiam faltar nos shows: “I Wanna Live”, “Bop ‘Til You Drop”, “I Know Better Now”, o grito de revolta “I’m Not Jesus” e a balada melosa e grudenta “Bye Bye Baby”.
Quem conhece a discografia dos Ramones consegue perceber que eles estavam buscando o sucesso definitivo. Apesar de serem considerados “Deuses” na América do Sul (principalmente Argentina e Brasil) as coisas estavam difíceis para os caras. “Halfway to Sanity” foi a saideira do ótimo baterista Richie Ramone. Na sequência Mark Ramone voltaria para assumir as baquetas no vindouro e bem sucedido “Brain Drain” (com Brain Drain os Ramones vão dar início a uma fase maravilhosa de sucesso que os acompanhará até o final da banda em 1995).
Apesar de manter as características tradicionais de um ábum dos Ramones,”Halfway to Sanity” tem uma sonoridade bem parecida com a do próximo álbum (Brain Drain). “Halfway… dá uma dica do que está por vir e mostra seu lado mais moderno em “I Wanna Live”.

Data de lançamento: 15 de setembro de 1987

Faixas: “I Wanna Live”, “Bop ‘Til You Drop”, “Garden of Serenity”, “Weasel Face”, “Go Lil’ Camaro Go”, “I Know Better Now”, “Death Of Me”, “I Lost my Mind”, “A Real Cool Time”, “I’m Not Jesus”, “Bye Bye Baby”, Worm Man”.

Formação:
Joey Ramone – vocais
Johnny Ramone – guitarra
Dee Dee Ramone – baixo
Richie Ramone – bateria

Músicos adicionais

Debbie Harry – backing vocals
Walter Lure – guitarra adicional
Daniel Rey – baixo

Sepultura – Schizophrenia

Esse álbum marca a estréia do virtuoso guitarrista paulista Andreas Kisser com o Sepultura. Após lançar Morbid Visions no ano anterior, os caras tiveram que encontrar outro guitarrista e isso acabou sendo fundamental para a evolução da banda. Em “Schizophrenia” é nítida a evolução da banda, letras muito melhor elaboradas e principalmente os riffs e solos sofisticados, que colocaram a banda no expoente do cenário do Metal mundial e o Brasil no mapa da “música pesada”. “Escape to the Void” e “Troops of Doom” estão no setlist dos shows até os dias de hoje. Uma curiosidade sobre a faixa “Inquisition Symphony”, que além ter uma bela introdução acústica (característica trazida pelo Andreas), se tornou título de um álbum do quarteto de cordas (finlandês) Apocalyptica no ano de 1998.

Data de lançamento: 15 de outubro de 1987

Gravadora: Cogumelo Records

Faixas: “Intro”, “From the Past Comes the Storms”, “Escape to the Void”, “Inquisition Symphony”, “Screams Behind the Shadows”, “Septic Schizo”, “The Abyss”, “R.I.P. (Rest In Pain)”, “Troops of Doom”.

Formação:

Max Cavalera – Vocal, Guitarra Base
Andreas Kisser – Guitarra Solo, Violão
Paulo Jr. – Baixo
Igor Cavalera – Bateria

Suicidal Tendencies – Join The Army

Tendo surgido no início dos anos 80 em Venice na California, o Suicidal Tendencies se tornou sinônimo de revolta contra tudo e todos naquela época.
O CrossOver de simplicidade do Punk com o virtuosismo do Heavy Metal e também o estilo Gangsta (com Skate na mão), foi uma característica que deu certo e ganhou milhares de fãs pelo mundo. Em “Join The Army”, o líder e mentor (dono da banda) Mike Muir, começou a evoluir seu som, deixando ainda mais “CrossOver” com a entrada do virtuoso guitarrista Rocky George. E essa seria a linha a ser seguida em todos os próximos álbuns.
“War Inside My Head” e “Possessed To Skate” se transformaram em Hinos, de um público jovem e sedento por rebeldia que se identificava muito com os questionamentos e pontos de vista abordados por Muir, em suas letras.
O subgênero CrossOver citado acima, é a mistura de PUNK, HARDCORE e METAL que tinha representatividade também em outra banda surgida nesse período, o D.R.I.

“Join The Army” ajudou a moldar esse estilo que viria a ser uma tendência na década que estava por vir…

Data de lançamento: 9 de junho de 1987

Gravadora: Caroline Records

Faixas: “Suicidal Maniac”, “Join the Army”, “You Got, I Want”, “A Little Each Day”, “The Prisoner”, “War Inside my Head”, “I Feel Your Pain”, “Human Guinea Pig”, “Possessed to Skate”, “No Name,No Words”, “Cyco”, “Born to be Cyco”, “Two Wrongs Don’t Make a Right (But They Make Me Feel a Whole Lot Better)”, “Looking in your Eyes”.

Formação:

Mike Muir – vocais
Louiche Mayorga – baixo
Rocky George – guitarras
R.J. Herrera – bateria

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