Roadie Metal Cronologia: Uriah Heep – Wonderworld – (1974)

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Já indo para seu sétimo disco, o Uriah Heep trazia em 74 o disco “Wonderworld“, ao qual iremos dissertar aqui seguindo o Roadie Metal Cronologia. O trabalho em questão não é um dos mais aclamados da banda, mas traz uma sonoridade bastante consistente e também se apresenta como o último a contar com o baixista Gary Thain.

A faixa título é quem abre o disco. “Wonderworld” começa com teclados psicodélicos que já nos jogam diretamente na década de 70. Ali já encontramos um som bem preciso, que logo cai em um momento mais brando e um bom trabalho de voz de David Byron, para quem vai todo o destaque. O refrão é muito bem executado e nos faz lembrar de algo do Bowie.

Suicide Man” já começa mais alucinada parecendo feita para uma trilha de filme da época ou que entraria em algum filme do Tarantino. Aqui a pegada é mais dinâmica e não há tempo para os momentos mais brandos da faixa anterior. O groove rola solto e banda se mostra super entrosada.

The Shadows And The Wind” começa muito tranquila, aos poucos trazendo o que vai ser desenhado para se formar a canção que vem ganhando forma até se moldar e manter um ritmo mais cadenciado e muito bem marcado pelo baixo de Gary Thain. A faixa se encerra com um trabalho vocal muito ao estilo do Queen e o faz muito bem.

A próxima é “So Tired” e contradizendo seu nome, ela vem cheia de fôlego, rápida e com uma teclado à todo ditando o momento. Em sua metade há uma quebra no andamento, mas somente para uma respirada, porque logo as coisas voltam para a agitação e aí quem dá o passo é o baterista Lee Kerslake. Uma da melhores do disco.

Vindo num momento mais calmo, a belíssima “The Easy Road” tem andamento muito bem executado de piano e voz, é a balada do trabalho. “Something Or Nothing” já traz de volta a animação e um compasso bastante animado e no melhor estilo rock clássico com um bom solo de Mick Box.

I Won’t Mind” é daquelas viagens musicais que as bandas clássicas praticavam e traziam aquele ar delirante nas composições. A marcação é precisa de baixo e voz, com solos espalhados por todos os lados e groove rolando.

We Got We” é marca registrada do UH, e segue com guitarras que viajam nos seus acordes, um trabalho mais pesado e mais um grande trabalho vocal que merece de novo ressaltar o seu destaque. E para encerrar, “Dreams” começa soturna, ditando seu ritmo todo assim com um teclado climático que deixa tudo numa atmosfera que nos envolve e cativa a audição fechando o disco que se mostra um bom resultado.

Wonderworld” é no fim um bom trabalho, como já dito, não o mais relevante da banda ou o disco para trazer novos fãs, mas um bom momento e bem executado. Vale a pena a conferida.

Nota: 6