Roadie Metal Cronologia: Soulfly – Omen (2010)

by Vitor Rodrigues

Um álbum que te pega pelo pescoço logo no primeiro segundo! A faixa de abertura “Bloodbath & Beyond”, depois que você pressionar “play”, um riff agressivo surgirá dos alto-falantes e você começará a correr procurando um lugar para se esconder. Sério agora, essa é uma das faixas de abertura mais viscerais que já ouvi. Não posso esperar para estar no mosh pit enquanto o Soulfly está tocando essa música ao vivo. “Rise Of The Fallen”, com Greg Puciato de The Dillinger Escape Plan, tem um pouco de elementos Nu-Metal com alguns sons/samples no começo da faixa, mas depois disso a música (felizmente, no que me diz respeito) segue o som no estilo da primeira faixa. Outra aparição, que é bom mencionar, é a de Tomy Vixtor da banda Prong em “Lethal Injection”. Eu posso continuar por muito tempo escrevendo sobre cada música separadamente, mas não há razão. Cada faixa está acima da média e, na minha opinião, não há encheção de linguiça aqui.

A produção de Max e Logan Mader é a que este álbum precisava. Claro o suficiente para se ouvir tudo, mas não polido. A rifferana e os solos de Rizzo dão ao álbum um impulso extra e é inevitável tentar resistir a bater cabeça, já que você vai fazer isso da primeira vez. A única falha é que em alguns momentos o timbre das guitarras está inclinado para o som do Nu-Metal. Eu poderia preferir um mais orientado para Thrash. Os refrões de cada música são os típicos que Max usa: poucas palavras, muitas repetições. A coisa perfeita para headbanging e cantar ao mesmo tempo, especialmente durante um show da banda.

Mesmo que muitos fãs comecem a comparar o Soufly ao Sepultura, acho que é um grande erro. Neste momento existem duas bandas diferentes, fazendo o seu próprio caminho na indústria da música. E Omen é um álbum que fará os fãs da era Chaos A.D. começarem a se tornar grandes fãs do Soulfly (se ainda não o são). Ah, e o instrumental “Soulfly VII” é uma linda miscelânea de sons e estilos, posso dizer, com um ritmo meio flamenco e como estrutura me lembra à mente bandas como o The Police, com uma atmosfera meio festas de verão na praia. Uma ótima composição instrumental para finalizar um álbum.

Formação:
Max Cavalera (vocal, guitarra e cítara)
Marc Rizzo (guitarra, violão flamenco)
Bobby Burns (baixo)
Joe Nunez (bateria e percussão)

Participações:
Branden Krull (teclados)
Greg Puciato (vocal em “Rise of the Fallen”)
Tommy Victor (vocal em “Lethal Injection”)

Faixas:
01. Bloodbath & Beyond
02. Rise of the Fallen
03. Great Depression
04. Lethal Injection (Featuring Tommy Victor of Prong)
05. Kingdom
06. Jeffrey Dahmer
07. Off with Their Heads
08. Vulture Culture
09. Mega-Doom
10. Counter Sabotage
11. Soulfly VII” (Instrumental)

  • 8/10
    - 8.0/10
8/10

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