Roadie Metal Cronologia: Rotting Christ – Genesis (2002)

by Vitor Rodrigues

Os mestres gregos da escuridão gótica sempre foram bons em chamar a atenção dos ouvintes desde o início, e “Daemons” não é exceção. O som agora característico de ritmos estrondosos, voa pelos alto-falantes com Sakis Tolis sussurrando “Δαίμονες φλέγει γαρ περί μου” (daimones flegei gar peri mou) atrás dele. Uma rápida tentativa de tradução produz em sua maioria palavras sem sentido, mas acabei me contentando com “a chama do demônio está sobre mim”. Na verdade, não é uma frase ruim para descrever o álbum inteiro.

O problema com o Genesis é que, para todas as faixas geniais deste álbum, há uma faixa que deixa a desejar. “Daemons” é seguido por dois números não tão interessantes até chegarmos aos picos de Genesis, ou seja, a faixa “Nightmare”, é uma jóia tensa e expansiva de composição progressiva, e “Release Me” é um synth-pop inspirado, mas estupendamente explosivo.

Entre picos similares, deve haver um vale, que neste caso seria “In Nomine Sathana”. Parece funcionar ao vivo por algum motivo, mas a versão em estúdio é uma faixa que quebra o clima, fazendo dela uma das mais terrivelmente chatas que essa banda já lançou. Sim, contando todos os seus álbuns. É sem graça, repetitiva e consiste principalmente de um coro ao estilo de gritos de gangue.

O ritmo aumenta na segunda metade, com “Call of the Aethyrs” e a épica faixa final sendo os destaques. O fraseado de Sakis nas letras mal faz de “Call of the Aethyrs” um terceiro pico (mas então eu teria perdido todas as minhas referências à cultura pop no parágrafo anterior). Falando nas letras … A gramática de Sakis certamente melhorou ao longo dos anos, mas este álbum é definitivamente para ouvir e não para ler. A letra funciona bem o suficiente para criar ritmos interessantes na seção vocal, mas confira isso: “Outra vida para eu amar, para que eu cresça em tristeza / é a chave dentro de mim para ter um bem em nome da loucura”… Claro, o ponto vem à tona, mas mesmo para alguém com inglês como segunda língua como o sueco, os olhos começam a sangrar. Sakis nos preparou a bomba.

Na superfície, ele parece ótimo e adorável, mas este não é apenas um álbum consistente e, embora contenha algumas das melhores faixas de Rotting Christ, também contém as piores. Ouvi-lo é como andar em uma onda senoidal, e é por isso que raramente evito pular algumas músicas.

Membros:
Sakis Tolis (vocal e guitarra)
Kostas Vassilakopoulos (guitarra)
Andreas Lagios (baixo)
Themis Tolis (bateria)
Georgios Tolias (teclados)

Faixas:
01. Daemons
02. Lex Talionis
03. Quintessence
04. Nightmare
05. In Domine Sathana
06. Release Me
07. The Call Of The Aethyrs
08. Dying
09. Ad Noctis
10. Under The Name Of The Legion
11. Astral Embodiment [bonus]

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