Roadie Metal Cronologia: Novembers Doom – Nephilim Grove (2019)

by Allan Sampaio

Novembro chegou e curiosamente o Novembers Doom já nos trouxe o seu mais novo álbum, Nephilim Grove…

Petrichor começa numa pegada meio “trasheira”, e em alguns momentos (de toda a carreira da banda) isso me parece a característica, mas por se tratar de uma banda de Death/Doom, nós compreendemos, é uma música em que os vocais limpos (isso inclui os backings) é bem feito e explorado, tem suas partes viscerais com blast beats e um solo muito bem feito. É uma boa faixa de abertura.

The Witness Marks… eu já tinha mencionado a parte “trasheira”… Opa! olha ela aqui novamente, mas vamos seguir, é mais uma música em que os vocais limpos são bem destacados e as vezes eu me lembro do que o Ghost costuma fazer, destaque pro riff, que faz jus ao nome do álbum quando se trata de Grove, outro destaque eu não poderia deixar de passar é para Gary Naples, que bateria excelente!

Nephilim Grove começa naquela vibe Katatonia, soft, vocais baixos e limpos, guitarra no clean, e mesmo quando a música “cresce” ela ainda está na pegada da banda que citei, o que acho interessante, mas o interessante é a atmosfera de suspense/terror, inclusive os guturais que aparecem (o não cantados), levam a essa atmosfera, agora quando de fato é cantado, é como se você soubesse o que realmente falta pra música ficar completa, acertaram muito na composição e na escolha pra faixa título.

What we Become, também tem seu início soft, mas um pouco mais denso, e o legal é que o baixo tem um destaque, mas já com a entrada de todos (inclusive voz), a coisa muda, atmosfera cresce e a ideia que eu tinha a respeito do álbum também, e acho que até a ideia da banda quanto a sua sonoridade também, pois me parece bem mais moderna do que os ultimos lançamentos, talvez por isso eu tenha assemelhado bastante ao Katatonia, mas direi que é uma ótima faixa, digo até que pode disputar para melhor faixa do álbum com a faixa título.

Adagio, é densa, mas não é soft, bruta , com os vocais mais fortes que de costume,a bateria abusando da troca de compassos e contratempos, o que eu gosto por me lembrar o Prog, e os vocais limpos aparecem pra dar aquela suavizada (momentânea), mas aparecem, mas o destaque é vocal gutural mesmo, que ficou excelente, e outra parte interessante, a de um teclado bem no meio da música, da uma brusca caída, mas é uma ótima ponte para o solo de guitarra, que mais uma vez foi bem feito, Paul Kuhr sempre surpreende!

Black Light já começa pesada, forte e bruta, tudo isso mesmo, e o Death Metal volta a aparecer, eu confesso que torcia o nariz pra essa sonoridade (mais pesada) da banda, mas é como se eu fosse aprendendo a gostar, e cá estou eu de boca aberta, as misturas dos vocais limpos e guturais, o riff, a bateria, é uma faixa pra se dar um destaque, mais um solo bem legal, mas esse um tanto mais melódico. Falando nisso, observei que a banda está um pouco menos melódica nesse álbum.

The Clening Blind tem essa atmosfera mais lenta, e eu to quase achando que eles apostaram bastante nisso nesse álbum, mas ela começa como What we Become, e ganha seu peso, mas ela tem uma pegada bem no pé do Prog, desses mais modernos que nós já conhecemos, mas ela não tira a essência do que é o Novembers Doom.

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Still Wrath… eu creio que muitos aqui conhecem a banda sueca Opeth, e sabem como ela misturava Death Metal e Prog, e sabem o quão complicado é fazer isso com maestria, mas de tanto eu notar essas mudanças sonoras nesse álbum eu até começo a pensar nessa possibilidade, deu pra sacar de longe as influências (não to afirmando que eles fizeram, mas o que eu captei na audição) do Deliverance, álbum de 2002 dos suecos, é uma música pesada, bem intrincada, tem groove, tem bateria destruindo tudo, tem vocais excelentes tanto limpos quanto guturais, e tem o baixo segurando as pontas como ninguém, é uma excelente faixa.

Em The Obelus, a bateria é bem feita, destacada e o baixo sendo bem marcante e groovado, eu admito que to mais surpreso ainda com esse álbum. É uma faixa moderna, vocais guturais que lembram os do Max Cavalera (no Soulfly), a bateria continua impecável e avassaladora, a divisão vocal ta simplesmente perfeita, em suas dissonâncias vocais, claro na parte do backing, mas que faz toda a diferença, a guitarra tem seu destaque em um ponte, antes do groove que da a caída no andamento da música, e claro que blast beat né, é uma faixa muito, mas muito bacana ,e me diga se você não vai ficar com a melodia cantada com vocal limpo na sua cabeça, ta aqui até agora.

Eu realmente admito que estou bastante surpreso quanto a esse álbum, pois realmente esperava mais do mesmo, um que poderia até ser inferior ao últimos, ou alguns outros. Eu simplesmente vibrei com todas as faixas, e pra mim que achava que 2019 já estaria no fim e não teria nada de surpreendente no metal, esse álbum me deu uma nova visão sobre a banda e até buscarei ouvir melhor os álbuns anteriores. Meus destaques são para as faixas Nephilim Groove, Adagio, Black Light e The Obelus.

Formação:
Paul Kuhr (vocal)
Larry Roberts (guitarra e vocal)
Vito Marchese (guitarra)
Mike Feldman (baixo)
Garry Naples (bateria)

Faixas:
01. Petrichor
02. The Witness Marks
03. Nephilim Grove
04. What We Become
05. Adagio
06. Black Light
07. The Clearing Blind
08. Still Warmth
09. The Obelus

9,4

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