Roadie Metal Cronologia: Korn – The Paradigm Shift (2013)

by Verônica Mourão

A banda Korn é de fato uma das bandas que lançaram o NU Metal para a geração que hoje tem na faixa dos 30 anos. A banda teve fatos curiosos como a polêmica saída do guitarrista Brian “Head” Welch porque tinha se tornado cristão o que o bloqueou na continuidade da carreira em 2005.

Segundo o artista, sua fé o levava a refletir sobre o mundo dos vicios em alcool, anfetaminas e ainda por cima, o fato de ser pai, o tornou um autêntico “homem de pijamas” e o fez pensar que o seu meio o levava a estar em contacto com aquilo que não concordasse. Welch lança posteriormente um álbum solo e uma nova banda chamada de Love and Death. Portanto esse CD é curioso pois mostra que depois da crise em 8 anos, o músico resolve retomar às glórias passadas e reune-se com a banda Korn, o que fomenta o interesse em conhecer este trabalho.

O guitarrista disse à Billboard que os membros de Korn ao se tornarem sóbrios, influenciaram em sua decisão. “É legal ver esses caras trabalhando em suas vidas enquanto eu estava longe da banda, colocando as coisas em ordem também“, disse ele. “Nós não nos acalmamos; é apenas a parte destrutiva que paramos. Parece que tivemos outra oportunidade de viver e respirar e realmente apreciar e sermos gratos pelo que fazemos.”

A grande dúvida era se a banda realmente também perderia a sua identidade conquista exatamente pela sua postura inigualável.

The Paradigm Shift

Em “What We Do”, o vocalista e principal letrista Jonathan Davis demonstra empatia com a alienação de um estranho (“I hear the call of the helpless stranger / He’s alone and no one gets mad at him”). “Spike in My Veins” o encontra chorando por uma trégua da dor da vida (“We are the vain seekers / Trying to solve our problems”). Uma explosão de determinação é refletida em “Mass hysteria” ( I won’t stop fighting/Bring it on, it won’t phase me”). E um pedido de oração vem em “Paranoid and Aroused” (” Help me, I am shaking/ … And the demons, they’re laughing out loud/Spare me, I am fading” ). Fatos que comprovam que de alguma forma a banda toda prestou a atenção na atitude do guitarrista e começou a refletir sobre dramas pessoais.

Em “Prey for Me” vemos um profundo estado de desespero com Davis sugerindo: ” “Let’s do what devils do/Hang each other, no one’s around/Why can’t I torture you?/ … I love your evil ways.” . E a partir daí, as coisas vão da escuridao ao perdao e o entendimento. ” I’m just a shell of what I used to be, “, ou em ” Passion is sometimes a f‑‑‑ed up thing for me/My soul infected you/Blackened thoughts/They run through your head/ … Simply, I wish you were dead. “. Davis, em seguida, implica que ele quer o mesmo para si mesmo: ” “Good-bye, so long/Wish I could stay/But everything is all wrong/Good-bye, so long.”

Na época do lançamento do disco, ao saber que Brian Welch havia decidido se juntar à banda esperávamos que seu retiro pudesse trazer muita inspiração nas composições da banda, mas o que vemos é que todos eles se transformaram ao mesmo tempo. É o que a dor de um amigo pode causar nos outros.

Além de alguns momentos muito isolados, as letras de Davis eram puro desespero e degradação. Ele levanta a questão dos seus demônios interiores e fala de forma detalhada da saudade, da morte, suicídio, violência, insanidade, niilismo, desesperança, falta de sentido, sadismo e tortura. E o abismo resultante entre o mundo cristão que Welch abraçou – uma mensagem de esperança, perdão e reconciliação – e o vácuo sem esperança da visão de mundo em colapso do Korn são simplesmente impressionantes. Eis aqui uma confusão de sentimentos.

Obviamente o artista foi criticado na altura sobre sua tentativa de reunir com sua banda de rock: “Falando de Deus, eu estava pegando algumas porcarias de alguns cristãos que estavam comentando online que Korn não estava ‘homenageando o Senhor’ em suas músicas“, disse ele. “Houve uma época em que eu achava que Deus não gostava muito da música e do estilo de vida de Korn, mas aprendi que Ele ama a todos onde eles estão. E sei que Deus ama a música do Korn porque é apaixonada e muito honesta. Eu apenas não comprendo essas pessoas que têm a coragem de julgar as outras tão duramente com suas atitudes negativas e com palavras de ódio. É loucura o quão ousadas as pessoas estão on-line. Nem uma pessoa veio com suas atitudes negativas na minha cara.Felizmente, a maioria dos cristãos são legais e “entendem”. Eu só tenho que lidar com um pequeno número de idiotas “.

Portanto este disco tem o seu peso e alguma sonoridade linear que ainda o torna o Korn o que sempre foi, com excessão do peso que está não em sua música, mas no que há por trás disso tudo. No sentimento pesado de uma mente que dividiu o prazer das suas escolhas artisticas e materiais, para os valores espirituais e mentais. Korn tinha passado recentemente por um estilo dubstep e foi criticado por isso. Pessoalmente, eu sempre aprecio que um grupo se abra em horizontes muito diferentes dos dele, mas admito que a frágil realização deste disco não demonstrou assim tanta expressividade.

Letras:

01. Prey For Me
02. Love & Meth
03. What We Do
04. Spike In My Veins
05. Mass Hysteria
06. Paranoid And Aroused
07. Never Never
08. Punishment Time
09. Lullaby For A Sadist
10. Victimized
11. It’s All Wrong

Formação

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