Roadie Metal Cronologia: Dream Theater – Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory (1999)

“Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory” é um álbum perfeito. Conceitual, conta a história de Nicholas (que se iniciou na faixa “Metropolis Pt. 1: The Miracle and The Sleeper”, do álbum “Images and Words” [1992]) que procura um hipnoterapeuta para explorar os sonhos que tem tido como uma mulher (Victoria), a quem ele acredita que estava envolvido em uma vida passada. Ele sabe que ela está envolvida em um tipo de amor fatal entre dois irmãos (Julian e Edward, personagens da faixa “Metropolis Pt. 1”) e quer descobrir o que aconteceu com ela para seguir em frente com sua existência.

É um álbum gravado como uma única faixa, o que dá um aspecto diferenciado do que vinha sendo executado pela banda. É um dos álbuns mais bem escritos que acompanhei, com uma história envolvente e com reviravoltas marcantes. O Dream Theater só colocou a trilha sonora perfeita em cima e explorou variações, quebra de tempos, virtuoses transformando-os em  referência máxima no Metal Progressivo.

Outro destaque é a capa. Projetada por Dave McKean, ela é bem adequada para o conceito do trabalho, pois retrata um homem e suas muitas faces através de suas memórias. Como citei acima, é um álbum perfeito. Inspirado em Pink Floyd, Yes, Rush, o Dream Theater atingiu com este trabalho um nível diferenciado como banda progressiva, elevando o estilo a um patamar técnico que pouco se via nas linhas progressivas mais antigas.

A perfeição absoluta do Metal Progressivo está aqui. O disco é dividido em dois atos e nove cenas, como uma peça teatral e começa habilmente com uma regressão do personagem principal. Enquanto ele faz a contagem regressiva, a aderente progressão acústica de acordes de guitarra de Petrucci torna-se mais alta, introduzindo a melodia igualmente quente de Labrie. Ele (como Nicholas) nos diz que sua “mente subconsciente, começa a girar através do tempo, para voltar ao passado mais uma vez”. À medida que ele se afasta da realidade, “a cena fica clara, como assistir minha vida em uma tela”. Ele conclui dizendo: “Olá Victoria, tão feliz em ver você, minha amiga”. A corda final de Petrucci é rasgada quando Labrie diz a última palavra, e com esta admissão, os ouvintes sabem que ele e Victoria “se encontraram” antes, seduzindo-os para continuar em frente para descobrir sobre o seu passado, presente e futuro.

No que diz respeito a parte musical do álbum, este é facilmente um dos melhores já compostos, com cada medida e formação complementando seu sucessor lindamente. Portnoy e o baixista John Myung inovam a cada passo, oferecendo sintonia e ritmos únicos sem falhas. Enquanto isso, Petrucci e Rudess trocam um motivo emocionante após o outro, enquanto executam mudanças dinâmicas perfeitas para construir uma montanha-russa musical. Há também algumas das mais belas baladas do Progressivo, a lindíssima “Through Her Eyes”. Os minutos finais concentram-se em uma arrebatadora faixa instrumental que explode com percussão intensa e solos de guitarra e teclado amplamente rápidos. Não é tão diversa como alguns dos outros pontos do disco, mas é bastante cativante.

No final, o hipnoterapeuta diz a Nicholas: “agora é hora de ver como você morreu. Lembre-se que a morte não é o fim, mas apenas uma transição”.  E as cortinas fecham para o próximo trabalho.

Formação:
James LaBrie (vocal);
John Petrucci (guitarra e vocal);
John Myung (baixo);
Mike Portnoy (bateria);
Jordan Rudess (teclados).

Faixas:
01 – Act I – Scene One: Regression
02 – Act I – Scene Two: I. Overture 1928
03 – Act I – Scene Two: II. Strange Deja Vu
04 – Act I – Scene Three: I. Through My Words
05 – Act I – Scene Three: II. Fatal Tragedy
06 – Act I – Scene Four: Beyond This Life
07 – Act I – Scene Five: Through Her Eyes
08 – Act II – Scene Six: Home
09 – Act II – Scene Seven: I. The Dance of Eternity
10 – Act II – Scene Seven: II. One Last Time
11 – Act II – Scene Eight: The Spirit Carries On
12 – Act II – Scene Nine: Finally Free

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Sobre: Umberto Miller

Umberto Miller

Umberto Miller é um santista apaixonado por metal desde que roubou os álbuns do Nirvana dos seus primos aos 12 anos. Entrou para faculdade de Jornalismo visando seguir carreira no jornalismo musical, mas desistiu pois se apaixonou pela fotografia e pelo design. Hoje, atua como Designer Gráfico e Social Media freelancer, fotografa bandas de rock como hobby e sente-se como um pseudo músico-jornalista frustrado. Admirador de diversos estilos dentro do rock/metal. Coleciona bandas ao redor do mundo e é viciado em novas sons de hard rock e metal.

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