Resenha: Steel Panther – Heavy Metal Rules

by Alexandre Veronesi

Irreverentes, desbocados, audaciosos e insolentes. Estes são alguns dos muitos adjetivos que podem descrevem os malucos do STEEL PANTHER. O grupo, que faz uma das mais divertidas sátiras do universo Heavy Metal / Hard Rock, iniciou suas atividades no ano de 2000, sob a alcunha de Metal Shop, que pouco depois viria a se tornar Metal Skool, e somente em 2008 assumiria seu nome definitivo, inspirado no grupo fictício “Steel Dragon”, do filme “Rockstar”.

“Heavy Metal Rules” é o quinto álbum de estúdio da banda, lançado em Setembro de 2019, e traz a mesma fórmula de sucesso dos anteriores: aquela conhecida e deliciosa sonoridade “Hard n’ Heavy” dos anos oitenta (que recebeu uma roupagem mais moderna, em termos de produção), aliada a um conteúdo lírico de cunho sexual, boêmio e tresloucado.

O trabalho tem modestos 36 minutos de duração no total, bem distribuídos em nove canções e uma intro. Uma coisa é certa por aqui: a diversão é garantida, do início ao fim! A começar por “Zebraman”, rápida vinheta onde podemos ouvir uma voz adolescente exaltando efusivamente a superioridade do Heavy Metal, para que então a porradaria tenha início com a narcisista “All I Wanna Do Is Fuck (Myself Tonight)”, primeiro single do disco. “Let’s Get High Tonight” é pesada e cadenciada, e “Always Gonna Be A Ho” segue uma linha mais “power ballad”, enquanto narra a “triste” estória de quando o locutor se apaixonou por uma moça doce e comportada, para depois descobrir que ela talvez não fosse tão boazinha quanto aparentava. Na sequência, temos a raivosa “I’m Not Your Bitch”, e a animada (apesar da letra) “Fuck Everybody”, precedendo a faixa-título “Heavy Metal Rules”, que começa intimista, somente com piano e voz, para logo após receber uma alta dose de peso e cadência, embora ainda assim não possa ser considerada um dos destaques do álbum. A trinca final é composta por “Sneaky Little Bitch”, música alegre e que lembra muito o estilo do Aerosmith, especialmente no riff principal; “Gods Of Pussy”, que segue a mesma linha sonora de boa parte da tracklist; e finalmente, a agradável balada Country Rock “I Ain’t Buying What You’re Selling”.

Embora as letras sejam parte fundamental da “brincadeira”, não senti necessidade em me aprofundar porque, convenhamos, os títulos são bastante autoexplicativos, em sua grande maioria.

O line-up do conjunto permanece inalterado desde sua fundação: Michael Starr (Ralph Saenz) nos vocais, Satchel (Russ Parrish) nas guitarras, Lexxi Foxx (Travis Haley) no baixo e Stix Zadinia (Darren Leader) na bateria. Todo o time é altamente competente, cada qual em sua respectiva função, mas é impossível não destacar a voz característica de Starr e os riffs simples e certeiros de Satchel como principais responsáveis por moldar a identidade sonora da banda.

Em suma, “Heavy Metal Rules” é um bom álbum, bastante fluido e gostoso de se escutar, porém, não traz nada de novo dentro da proposta do grupo. Tudo que é apresentado aqui já havia sido abordado nos trabalhos anteriores, por vezes de formas até mais criativas. Para alguns, talvez, a piada já tenha perdido a graça. Felizmente, não é o meu caso.

TRACKLIST

  1. Zebraman [intro]
  2. All I Wanna Do Is Fuck (Myself Tonight)
  3. Let’s Get High Tonight
  4. Always Gonna Be A Ho
  5. I’m Not Your Bitch
  6. Fuck Everybody
  7. Heavy Metal Rules
  8. Sneaky Little Bitch
  9. Gods Of Pussy
  10. I Ain’t Buying What You’re Selling

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