Resenha: Necrophobic – The Nocturnal Silence (1993)

A banda Necrophobic foi formada em 1989 pela dupla David Parland e Joakin Sterner, em Estocolmo, Suécia. Ganhou a atenção do underground após o lançamento de suas demos, em especial Slow Asphyxiation (1990) e Unholy Prophecies (1991), com seu death metal satânico, envolvido em uma aura escura de terror.

The Nocturnal Silence, primeiro full, foi lançado em agosto de 1993, pelo selo Black Marck Production e trouxe toda experiência que a banda adquiriu tocando no underground, criando um clássico irretocável do death metal sueco. O grande lance, que torna esse álbum tão maravilhoso, é sua atmosfera. A união perfeita entre melodia e agressividade, cercada por uma atmosfera fria, escura, e malévola, ficando sempre com um pé no black e outro no death metal.

Tudo isso que lhes falei começa com uma pequena introdução de teclado, que prepara o ouvinte para “Awakening…”, com suas partes velozes e lentas. O trabalho de guitarra de Parland é excelente, cria riff’s melódicos, sem perder de vista a frieza infernal, que se segue em “Before the Dawn” e “Unholy Prophecies”.

A medida que o álbum se desenrola, o ouvinte vai se aprofundando no  abismo, esse é um daqueles álbuns que cresce e não enjoa no decorrer da audição. A faixa titulo “The Nocturnal Silence” é o grande destaque do álbum, despejando, em seus cinco minutos, blasfêmia sobre os nossos ouvidos. Essa é a tônica que se segue nas faixas seguintes.

O álbum foi gravado no conceituado Sunlight Studio e a produção do álbum ficou a cargo da própria banda e de Tomas Skogsberg. O envolvimento da banda na produção e a experiência de Skogsberg, que trabalhou com Entombed, Grave, At the Gates, entre outras, ajudou a manter o clima de terror.

Poucas bandas conseguem alcançar a atmosfera maligna que contem em The Nocturnal Silence. Este é uma relíquia do metal extremo sueco, único em sua essência e obrigatório aos amantes do gênero.

Curiosidades:  O nome da banda foi inspirado na musica de mesmo nome do álbum Reing in Blood do Slayer. Na versão em K7 de 1993 o logo da banda aparece de cabeça para baixo. Existe uma versão (MUITO) rara em que a faixa 5 é “Shadows of the Moon”, no lugar de “Inborm Evil”, cerca de 1000 álbuns foram lançados com esse titulo na mercado americano. Ao perceber a falha a banda e agravadora corrigiram o erro, que não aparece em mais nenhuma versão.

Formação

Anders Strokirk – Vocal

David Parland (R.I.P. 2013) – Guitarras, Teclados.

Tobbe Sidegård – Baixo, Vocal (backing)

Joakim Sterner – Bateria

Faixas

1. Awakening…
2. Before the Dawn
3. Unholy Prophecies
4. The Nocturnal Silence
5. Inborn Evil
6. The Ancients Gate
7. Sacrificial Rites
8. Father of Creation
9. Where Sinners Burn

 

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Sobre: Antonio Lopes de Souza

Antonio Lopes de Souza

Assistente Social. Estudioso de Filosofia, Sociologia e Antropologia, amante de rock/metal em suas vertentes clássicas e extremas. Influenciado por Death, Dissection, Beethoven e Dostoiévski.

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