Resenha: Jailor – Stats of Tragedy (2015)

Sou o tipo de pessoa que ainda mantem os velhos princípios ao ouvir música, trato esse ato quase como um ritual. Amo incondicionalmente o material físico das bandas, reconheço que os mp3 facilitaram a maneira de ouvir música, porém sou do tipo que gosta de sentar pegar o CD (ou vinil e k7) abrir o encarte, dar o play e degustar o trabalho.

Desta forma fico muito satisfeito quando recebo um trabalho como o “Stats of Tragedy” da banda Jailor, visto que caprichosamente a temáticas são apresentadas logo pela arte da capa, o que julgo ser de extrema relevância. O disco vem com um encarte muito bonito que se transforma num pôster, as letras são registradas na parte de trás do pôster sobre uma imitação de papel antigo coberto de sangue.

Musicalmente temos um Thrash Metal calcado na escola alemã do estilo coberto de riffs energéticos, vocais rasgados, um baixo que se destaca mesmo em momentos mais rápidos e uma bateria matadora. Todos em comunhão com a temática das letras, dividindo a emoção entre ira e melodias.

Em alguns momentos sentimos um ar de Slayer, principalmente no canto, “Human Unbeing” é um exemplo disso e também um destaque imediato. As mudanças rítmicas são calculadas de uma forma que não deixa o álbum soar repetitivo e maçante, mostrando personalidade e deixando claro que mesmo expondo a flor da pele suas influencias a banda está longe de ser uma cópia.

Gostaria de chamar a atenção para a introdução “G.O.D” que conseguiu transpassar com apenas 00:33 segundos o planejamento o álbum. Como eu disse antes, desde a arte da capa a banda já demostra sua postura, e isso se consolida quando acompanhamos as letras, nas quais gostaria de destacar “Stats of Tragedy”, “Jesus Crisis” e “Ephemeral Property”.

Em suma, “Stats of Tragedy” tem uma ótima produção composta por Maiko Thomé, uma bela capa desenvolvida por Anderson L.A, músicas extremamente fortes que te impossibilitam ficar parado e letras maduras que passam um sentimento digno e Thrash.

Formação:
Flávio Wyrwa (vocal);
Alessandro Guima (guitarra);
Daniel Hartkopf (guitarra);
Ermeson Niederauer (baixo);
Jefferson Verdani (bateria).

Faixas:
01 – G.O.D.
02 – Human Unbeing
03 – Stats of Tragedy
04 – Throne of Devil
05 – Merciless Punishment
06 – Jesus Crisis
07 – The Need of Perpetual Conflict
08 – Ephemeral Property
09 – Six Six Sickness

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Sobre: Fabrício Castilho

Fabrício Castilho

Nascido em 29 de novembro de 1980 na cidade de Pindamonhangaba, estudou musica durante 2 anos na FASC (faculdade de musica santa Cecília). Durante a juventude esteve de forma ativa no cenário metálico do vale, fazendo parte do projeto MAD METAL, que dispunha de um programa de radio que também era exibido online, alem de um programa de TV chamado VALE METAL exibido pela TV Vivax de Taubaté. Como musico Fabrício tocou no Brasil todo com a banda STEELGODS, vindo até mesmo a abrir um show do vocalista Jeff Scott Soto (ex- Yngwie Malmsteen ). Com a STEELGODS Fabrício gravou a demo “the first demo álbum”. Fabrício também participou durante três anos como vocalista das bandas, EXCALIBUR e SPACECRAFT, nessa ultima a banda contava através de musicas a historia do rock. Atualmente Fabrício leciona aulas Particulares de Baixo, violão e canto, alem de estar em processo de pré- produção de um disco conceitual chamado Olitizack.

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