Resenha – HellLight – As We Slowly Fade (2018)

by Allan Sampaio

Formada no estado de São Paulo, a banda de Funeral Doom/Death Metal, HellLight,é um trio, mas que por alguns anos já esteve no formato de quarteto com Teclado, Guitarra e Voz, Bateria e Baixo, Liderada por Fabio de Paula(Guitarra/Voz), conta também com Alexandre Vida(Baixo) e Renan Bianchi(Bateria), mas nessa resenha eu venho escrever sobre o último álbum da banda, Excelente As We Slowly Fade, de 2018.

Este é o sexto álbum da banda, que com seus 23 anos de estrada não deixa a desejar quando se fala em qualidade seja ela sonora ou dos conteúdos das letras que não deixou de abordar seus temas sobre Tristeza, Solidão, Morte e até o Paganismo(na sua questão mais individualista). As We Slowly Fade traz de forma digamos que um pouco de mais sentimentalismo em sua forma de cantar, em seus acordes(por mais simples que isso pareça), a banda consegue te transportar pra dentro da atmosfera que eles criaram para o seu estilo.

A primeira faixa é uma Intro de 2:39 que já te prende por seus espaços entre uma nota e a próxima nota tocada, logo já é feita a mescla com teclado e baixo pra que a atmosfera já seja criada pra canção seguinte, o mais interessante é que há essa espera pra que a próxima faixa inicie e na maior altura do teclado é o momento…

A canção seguinte é a que leva a faixa título do álbum, As We Slowly Fade é bela pois o teclado vem fazendo o que se esperava, te traz a prévia logo todos iniciam da maneira que se espera, pode parece tudo premeditado, mas o que eu senti é que essa era a intenção e a faixa faz jus ao nome dela, pois ela cresce, tem a excelente linha de guitarra de Fabio sem contar nas divisões vocais entre limpos e guturais, deixando claro que ele executa os dois com perfeição, como é pedido na proposta da banda.

While the Moon Darkens começa com teclados bastante densos, me lembrou um pouco do que o Lacrimosa faz, mas logo todos entram e começam a espalhar o medo com a sonoridade dessa música, destaque para a excelente linha de bateria de Renan Bianchi, Um timbre excelente, ocupando os espaços necessários, e até mesmo nas mudanças de melodia essa música não deixou a desejar, ela tem a tradicional Doom/Death, porém com sua pitada de escuridão e trevas(se é que me entende), os teclados ainda que mais leves nessa música ajudam a compor essa atmosfera sombria que a banda apresentou, e de quebra vem um final com um belo solo de Fabio e uma parte um tanto mais agressiva com pé no Death Metal.

Eu havia mencionado que a banda seguiu sendo um trio, e que com isso Fabio, O Guitarrista/Vocalista assumiu os teclados, pelo menos nas gravações, e tenho que enaltecer a qualidade dos arranjos, dos timbres e da atmosfera que ele deixou pra cada música e especial a terceira faixa, The Ghost, que tem um orgão incrivelmente bem colocado, ele  é o elemento principal dessa música, dando toda a nuance soturna e densa que se espera, trata-se de uma faixa um pouco mais direta no seu objetivo, uma ressalva para uma queda nos instrumentos em que somente a guitarra continua(dedilhando), mas funciona como uma ponte para mais um ótimo solo.

Bridge Between Life and Death é soturna claro, essa me parece ser a grande proposta da banda, e se não for, estão fazendo e muito bem, a quarta faixa começa lenta e pesada, mais crua, mas não menos criativa em seu arranjo, porém a ênfase maior é nos vocais e guitarra, gostaria de destacar o refrão  que é cantado com a voz limpa, assim como o da segunda faixa previamente cantado com Gutural, e fantástica essa forma de composição, “esteticamente” ou musicalmente da um ar de desespero ao ouvir e como é característica da banda o tema de Morte, o refrão é bem chamativo no que assim é cantado: “I’m crossing the bridge between life and death…”.

De certa forma essa faixa é peculiar em todo o seu conjunto, outro destaque para a reta final da música para o que eu posso chamar de dueto, entre a guitarra e o teclado, Fabio realmente mostra ser um excelente músico.

The Land of Broken Dreams é a menor faixa (não contando a intro) do álbum,mas quando se fala em que uma faixa da uma banda de Funeral Doom é a menor do álbum não faz muita diferença, quase todas tem mais de 8 minutos e podem chegar até 20 minutos, ou mais, e é uma faixa com sonoridade bem interessante que já vem trazendo destaque para o baixo de Alexandre Vida, perfeitamente timbrado e com um peso incrível, essa faixa soa como o tradicional Doom/Death, arrisco até dizer que tem uma semelhança com as composições do Draconian, porém um pouco mais arrastado, o que torna isso ainda melhor,  pra fechar uma ótima dobra de guitarras que deixa aquele ar mais melódico, porém não menos denso.

E por fim a sétima e ultima música desse excelente álbum que voltar a ter o teclado em sua introdução, porém com destaque pra junção entre bateria, piano e baixo no inicio,pouco depois a bateria tem seu destaque e Renan mostra que domina a técnica de pedal duplo, e em seus 10:52 você sente um oceano de tristeza, fazendo jus ao nome da canção que se chama Ocean, destaque para a excelente participação de Yelenia Saria em um dueto com Fabio, e é pra essa faixa que dou o meu maior destaque, só realmente ouvindo pra entender e sentir, então senhoras  e senhores, pra quem não conhece,eu ouvi e foi meio que paixão a primeira audição, mas também sou suspeito pra falar, pois o gênero é um dos meus favoritos, então… vos apresento HELLLIGHT em seus mais de maravilhosos 20 anos de estrada com o melhor do Funeral Doom Metal.

HellLight

Fabio de Paula – Vocal,Guitarra,Teclado

Alexandre Vida  – Baixo

Renan Bianchi –  Bateria

As We Slowly Fade (2018)

  1. Intro (02:39)
  2. As We Slowly Fade (11:52)
  3. While The Moon Darkens (11:24)
  4. The Ghost (10:17)
  5. Bridge Between Life and Death (09:05)
  6. The Land of Broken Dream (08:47)
  7. Oceans (feat Yelenia Saria) (10:52)

9.3/10

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