Resenha: Devilskin – Red (2020)

by Marcelo Sant'Anna




Bandas novas são sempre bem vindas e essa surgiu em 2.010 na cidade de Hamilton, na Nova Zelândia.

Com uma sonoridade moderna, hora agressiva, hora melódica, o DEVILSKIN se destaca principalmente por conta da versatilidade vocal da bela e talentosa Jennie Skulander, que mescla vocais limpos e empostados variando com guturais rasgados. O resultado é muito bom.

Outro ponto forte é o timbre da guitarra do “carecão” (de cavanhaque vermelho)Tony ‘Nail’ Vincent. A “cozinha” fica por conta dos competentes Paul Martin (também careca com cavanhaque vermelho) no Baixo e por fim, Nic Martin na bateria.

Quanto as influências, incluem-se medalhões como Mike Patton, Freddy Mercury, Ronnie James Dio e até Jeff Buckley. (Ótimas influências!!!)

Após dois ótimos álbuns (WE RISE/2014 e BE LIKE THE RIVER/2016) e uma mini tour de divulgação na Inglaterra e EUA (onde chegaram até tocar no lendário Whisky a Go Go), finalmente é lançado em 2020 seu novo álbum, intitulado RED.

Devilskin – Red
Data de lançamento: 17 de janeiro de 2020
Produtor: Greg Haver
Engenheiro/mixer: Simon Gooding
Gravadora: Devilskin/Rhythm/DRM


Tracklist
1.Do You See Birds 
2. All Fall Down 
3. Corrode 
4. Eyes Red Heavy 
5. Same Life
6. The Victor
7. Blood & Bone
8. Endo
9. Bright Lights
10. Sweet Release
11. Be Like The River
12. Everybody’s High But Me

Line Up:

Jennie Skulander – vocais
Tony “Nail” Vincent – guitarras
Paul Martin – contrabaixo
Nic Martin – bateria

Em RED podemos destacar:

 “Do You See Birds” abre o álbum com um riff matador e vocais guturais rasgados, intercalando com melódicos. Essa mulher é impressionante!

“All Fall Down” Que conta com vídeo muito bem produzido já disponível na página deles no Youtube. Nesta faixa, a banda mostra a que veio e o quanto estão preparados para o Mainstream dos EUA e Europa. Música cadenciada, marcada pela voz limpa e empostada com refrão grudento e solo de guitarra na medida certa, virtuoso e curto.

O terceiro ato fica por conta de “Corrode”, deixando evidente terem “bebido bastante da  fonte de Seattle”, mostrando um lado grunge com som arrastado e melódico. Alice In Chains “mandando” forte ali.

“Eyes Red Heavy” mantém a pegada grunge misturada com um belo hard rock com final instrumental de violão, muito bonito.

Endo” Assim como “Corrode”, teve seu vídeo lançado bem antes do resto do álbum. Não se engane com o início bonitinho do clip e da música, o final é um belo esporro.

“Be Like The River” O baixo aparece mais, com bastante feeling e cadência, essa música cresce no refrão marcante e tem um solo de guitarra nitidamente aos moldes do Dimebag. Guardadas as proporções, é claro.

DEVILSKIN não representa nada de novo em termos criativos. Ao contrário, a banda faz questão de mostrar que aprenderam direito com os mestres que os influenciaram. Porém, o talento é presente em todas as faixas, com temas variados. A banda encontrou uma fórmula muito interessante de encaixar a parte limpa da voz intercalada com os gritos pontuais. No geral é um álbum excelente, que proporciona uma audição prazerosa e na medida certa.

Essa banda merece chegar logo ao estrelato, e essa mulher com certeza vai ter uma carreira solo e vai ser chamada para fazer participações com outras bandas e artistas. Anota aí!

Nota: 8,5

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