Resenha: Dark Avenger – The Beloved Bones: Hell (2017)

Quando o Dark Avenger lançou em 2013 o excelente “Tales Of Avalon: The Lament”, ficou clara e evidente a maturidade e a evolução musical em relação aos trabalhos anteriores. Contudo, eis que quatro anos depois o grupo consegue evoluir mais ainda com seu mais novo trabalho, “The Beloved Bones: Hell”. E quando falo em evolução, literalmente abrange todos os sentidos.

A mudança já começa na quase completa reformulação da banda. Da formação do álbum anterior, somente Mário Linhares (vocais) e Gustavo Magalhães (baixo) permaneceram. Para completar o time, vieram os guitarristas Hugo Santiago e Glauber Oliveira e o baterista Brendon Hoffmann. Com isso, a turma não perdeu tempo, e logo começaram os trabalhos de composição e gravação do “Beloved Bones”. E o resultado final é sem sombras de dúvidas um dos melhores álbuns que já ouvi nos últimos anos, inclusive a nível mundial. Exagero de minha parte? Mostrarei a seguir que não.

Vamos começar falando da belíssima capa, criação do artista gráfico francês Bernard Bittler. Sem dúvidas será uma das mais marcantes de 2017. A produção também não fica atrás. O trabalho ficou a cargo do guitarrista Glauber Oliveira e a masterização foi feita pelo renomado Tony Lindgren, feita no Fascination Street Studio, Suécia. A sonoridade encontrada mostra-se bem límpida, deixando de forma clara a audição de todos os elementos.

Musicalmente “The Beloved Bones: Hell” traz o bom e velho Heavy Metal que consagrou o Dark Avenger. Porém, como dito anteriormente, de uma forma bastante evoluída. O álbum é de longe o trabalho mais pesado e complexo da banda. Ao mesmo tempo, as orquestrações deram um clima grandioso ao resultado final. Ainda na parte musical, gostaria de destacar a versatilidade aqui apresentada por Mário Linhares, provando o porquê o vocalista é considerado um dos melhores interpretes do Heavy Metal. Ouçam “Nihil Mind” apenas para citar um dos vários exemplos, e poderão entender o que estou dizendo. Mas o melhor de tudo deixei para as linhas finais. A parte lírica.

“The Beloved Bones: Hell” é a primeira parte de uma peça, criada pelo próprio Mario Linhares. Cada uma das dez músicas abordam determinados estágios emocionais (inconsciência, negação, fuga, vitimização, desespero, súplica, reflexão, balanço, coragem, decisão e liberdade) as quais qualquer um de nós podemos passar e, ou presenciar, em nossa jornada de vida, tais como casamentos mal sucedidos, dificuldades financeiras, abuso de drogas ou alcoolismo. Todas essas situações são apresentadas com um embate entre a partes racional e emocional do ser. Não caberá a mim, aqui, entrar nos detalhes da história. O encarte virá com uma tradução, para um melhor entendimento para os fãs.

“The Beloved Bones: Hell” será lançado oficialmente no dia 01 de agosto. É um álbum que mostra um Dark Avenger renovado e bastante ousado. E que no resultado final mostra-se um trabalho obrigatório para qualquer fã de Heavy Metal que se preze. Repito! Até o momento, sem sombras de dúvidas, é o melhor trabalho de 2017, inclusive à nível mundial. E que venha logo a segunda parte “The Beloved Bones: Divine”…

Formação:
Mário Linhares (vocais)
Glauber Oliveira (guitarras)
Hugo Santiago (guitarras)
Gustavo Magalhães (baixo)
Brendon Hoffmann (bateria)

Faixas:
01. The Beloved Bones
02. Smile Back At Me
03. King For A Moment
04. This Loathsome Carcass
05. Parasite
06. Breaking Up Again
07. Empowerment
08. Nihil Mind
09. Purple Letter
10. Sola Mors Liberat
11. When Shadow Falls (faixa bônus para as edições no Brasil e Japão)

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Sobre: Alexandre Temoteo

Alexandre Temoteo

Fã de Heavy Metal desde a segunda metade dos 80's, tem como bandas favoritas o Iron Maiden e o Judas Priest. Divide seu tempo entre trabalho, família e colaborando com matérias e resenhas para diversos canais, como o Blitz Metal e o Iron Maiden Brasil Notícias

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