Primal Fear – Entrevista exclusiva Roadie Metal – TOM NAUMANN

by Verônica Mourão

No último verão europeu, a banda Primal Fear esteve presente no Vagos Metal Fest, e a Roadie Metal conversou com um dos seus mais importantes e polêmicos músicos: O Guitarrista Tom Naumann que em algumas vezes teve que se ausentar da banda por questões pessoais.

Mas aqui não é uma revista de fofocas, e o que queremos mesmo é estar perto dos caras que fazem uma “sonzeira” do c***” e o brasileiro como ninguém sabe valorizar essa banda. Além da simpatia e da transparência nas palavras, Tom demonstrou os processos pessoais para composiçao das musicas e tambem satisfação com o seu trabalho.

Confira:

Verônica Mourão Já há alguns anos desde a ultima vinda do Primal Fear a Portugal… Qual impressao você tem daqui ?

Tom Naumann – Eu acho que o Primal Fear já veio antes, mas hoje é a minha primeira apresentação aqui. Eu vim à Portugal há uns anos atrás, mas foi nas férias. Eu gostei de vir para cá; francamente eu gostei. Foi bom… muito bom. Eu adoro a comida. a comida é muito boa.


Vocês tem a tradição de mal terminar um trabalho, já iniciar outro e a minha pergunta é se depois da tour do disco Apocalypse, você vão lançar algo novo?

Sim, nós começamos a compor as músicas, geralmente criamos por volta de 25 musicas e colocamos 11,12 ou até 13 musicas no álbum. Agora nós devemos entrar em estúdio em novembro para produzir um novo trabalho e lançar em julho. E sim, fazer uma tour pelo Japão, Europa e América.

Vocês criam composições quando estão em tour? Como é o seu processo de criação musical? Isso tudo é feito no intervalo entre um show e outro?

Não! Não compomos durante a tour. Nós nos dedicamos a tocar as músicas da tour, cumprir as coisas que tem que ser feitas e voltar para casa. Nos concentramos apenas nas canções que estamos tocando. Depois é que pensamos em arranjos.


Então como é o processo de composição da banda?

Basicamente cada um vem com suas ideias, um chega com uma linha melódica, um outro apresenta outra coisa ao outro e assim vamos fazendo. As vezes no sábado as onze horas da noite estou escrevendo, compondo e gravando. E então depois eu combino de estarmos todos juntos. Cada um cria uma coisa e colocamos nossas musicas e nossas idéias. Enfim terminamos por criar juntos. Eu pessoalmente crio umas 5 ideias para colocar numa canção, às vezes umas notas vocais, aí vem um outro e diz: “Porque você nao faz isso“, o outro fala: “Por que você não faz aquilo” e então escolhemos alguém para colocar tudo isso junto. Sempre trabalhos em grupo.


Imagino que você tenha também alguma base de influencia. Não sei, talvez sejam influenciados por alguma banda. Já li que foram influenciados por Judas Priest. Isso é verdade? O que você ouve em casa?

Sinceramente, não ouço Metal. Porque eu toco metal o tempo todo. Eu ouço David Gilmore, Pink Floyd, Country Music (estilo), Papa Roach…Quando eu chego em casa, eu não fico pensando em ouvir Iron Maiden, Judas Priest. Eu pego uma coisa diferente para ouvir e penso sobre aquilo. Isso é que é legal. E não se trata de influencias, pois nos não vamos vamos ouvir “Breaking the Law” (Judas Priest) e produir algo como isso! Vamos criar o Primal Fear. As pessoas podem ate achar que nossa música lembra o Judas Priest porque Ralph Sheppards tem a voz parecida com a do Rob Halford. Eu posso estar ouvindo uma música interessante e por acaso, gostar. Mas não é uma influência!

Mas há alguma inspiração…Algo assim?

Quando eu era mais jovem eu poderia ouvir um guitarrista e dizer que : Eu gosto dessa parte (da música) e pensar: “Eu gostaria de aprender” por exemplo a técnica. Eu posso ouvir desta forma o Randy Roads, Steve Lukather, Neal Shone , Zakk Wilde. Eu não vou tocar uma musica do Ozzy Osbourne. Posso ate um dia tocar Crazy Train. Mas só se eu tivesse numa banda cover, que eu faria isso. Eu posso ouvir mas nunca para fazer uma cópia disso, entende? Posso gostar de umas pequenas partes de uma música que ouço e juntar com minhas habilidades para tocar guitarra, e coloco tudo junto (Faz o movimento de barman com coqueteleira). Pra já é isso que eu faço. Eu nunca faria uma cópia como guitarrista.

Quais são os objetivos atuais da banda?

Atualmente estamos a trabalhar novamente com a Nuclear Blast e faremos um disco em junho ou jullho; e sempre estar na rota da Europa, America e Japão.


E o Brasil também, certo?

Sim, já tocamos em MUITAS cidades no Brasil e adoramos. Na América do Sul vamos na Argentina, (Buenos Aires), Peru, Equador – Honduras, El Salvador. (também América Central). Nestes países, há muitos fãs.

E sobre o Vagos Metal Fest? O que acharam da experiência?

Achei muito interessante, um festival diferente, tem estilos diferentes. Eu quando ouvi o Six Feet Under, pensei: É mesmo diferente, tem outros estilos diferentes. E isso é bom.

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