Mike Portnoy: Em entrevista, baterista fala de sua relação com o passado

by Marcio Machado

Em entrevista ao programa Trunk Nation, da rádio SiriusXm, o baterista Mike Portnoy falou um pouco sobre como é sua relação com o passado no Dream Theater e como é a experiência de tocar essas músicas com outros músico ao longo de quase uma década que deixou o grupo.

Ele diz: “Toda vez que faço isso, é muito bom – me sinto em casa. Essas músicas são meus bebês. E geralmente as canções que toco são as que eu escrevi as letras e as melodias também. Como quando eu fiz toda essa turnê do Shattered Fortress (que teve show no Brasil) tocando a ’12 Step Suite na íntegra. Cerca de metade do ‘Scenes From A Memory‘ eram todas as minhas letras, melodias e vocais, então parecia muito natural tocar essas coisas, independentemente de com quem eu as tocasse.

Ele ainda continua: “Não tenho nenhuma objeção em tocar essas coisas, se for necessário. Foi necessário para a primeira turnê do Flying Colors, onde fizemos ‘Repentance‘ (faixa do álbum Systematic Chaos), porque só tínhamos um álbum de material. Foi necessário em uma turnê do Sons of Apollo, porque só tínhamos um álbum de material. Mas à medida que avançamos ainda mais nessas bandas, não há motivos para tocar o material do Dream Theater, uma vez que temos música suficientes – uma vez que temos um segundo ou terceiro álbum, mas se houver um caso ou um incidente e quando solicitado a tocar esse material e é apropriado, não tenho objeção a fazê-lo. Faz parte de mim.

Portnoy ainda foi questionado se sofreu algum tipo de represália de seus ex-companheiros em revisitar este material sem a participação deles e se há algum empecilho para que algum material seja lançado envolvendo estas músicas. Sobre isso ele diz: “Eu não lancei o Shattered Fortress. Tenho um show pro-shot, muito bem feito, filmado e mixado dessa turnê e todo mundo me pede para lançá-lo, mas eu meio que fiquei longe disso, só porque eu Não quero virar o barco. Eu tenho um relacionamento muito bom com John Petrucci e com Jordan Rudess hoje em dia”, continuou ele. “No Cruise To The Edge, Jordan e eu tocamos juntos e fizemos um material do Dream Theater e Liquid Tension no cruzeiro. Então, tenho um relacionamento muito bom com os dois, e simplesmente não quero mudar isso – eu não quero fazer nada que possa perturbá-los ou trazer sentimentos negativos. Estamos em um bom momento agora, pessoalmente. E quando vejo esses caras, honestamente, nunca falamos sobre o Dream Theater; não falamos de música, falamos de família e de nossas amizades e do que estamos fazendo. Eu estava com John Petrucci há apenas duas semanas em um show em [Nova] Jersey, em Dingbatz. Sua esposa estava tocando e um amigo meu estava tocando. Passamos o tempo todo saindo, e nem uma vez surgiu a música ou o Dream Theater. Éramos apenas velhos amigos.

Mike Portnoy foi um dos co-fundadores do Dream Theater e ficou na banda ao longo de mais de 20 anos lançando dez álbuns de estúdio com o grupo. Em 2010 de forma totalmente inesperada anunciou sua saída enquanto excursionava com o Avenged Sevenfold. Portnoy foi substituído por Mike Mangini, o qual já tem quatro discos gravados.

Posteriormente, o baterista disse ter tentado uma reaproximação com a banda, porém estes recusaram a volta de Portnoy. Em entrevista, o músico disse em entrevista; “Eu não queria ir ao meu túmulo e ser apenas o baterista do Dream Theater. Eu sabia que havia muito mais a oferecer.”

Tradução: Blabbermouth

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