Iron Maiden: ‘Seventh Son of a Seventh Son’ completa 31 anos hoje

by Leandro Costa

No dia 11 de abril de 1988 (2 meses após meu nascimento, olha que ano maravilhoso!), o Iron Maiden lança seu sétimo álbum de estúdio, o conceitual ‘Seventh Son of a Seventh Son’. Até hoje esse trabalho divide opiniões (entre fãs e a crítica especializada) sobre ser o melhor álbum da banda (ao lado do aclamado Powerslave de 1984).

Assim como o seu antecessor, o na época contestado (e hoje clássico absoluto) ‘Somewhere in Time’, utiliza sintetizadores e bastante teclado. O álbum é o primeiro (e único) da banda a ser todo conceitual, sendo que cada música conta parte da história que engloba a totalidade do álbum (como se cada música fosse um capítulo de um livro).

A história abordada nesse álbum é sobre a lenda do sétimo filho do sétimo filho, que teria poderes sobrenaturais. O álbum inicia com Moonchild, que é baseado no ritual “Liber Samekh” de Alister Crowley,  que é utilizado para se obter conhecimento com seu guardião. A música inicia simples, com Bruce cantando  entre acordes isolados tocados no violão – “…Seven deadly sins/Seven ways to win/Seven holy paths to hell/And your …trip begins”, e conforme a música vai passando ela vai crescendo e ficando mais épica.

Infinite Dreams aborda sobre as visões (perturbadoras) que o personagem (sétimo filho que será pai do sétimo filho) tem, sobre vida e morte – “Infinite dreams, I can’t deny them/Infinity is hard to comprehend/I couldn’t hear those screams/Even in my wildest dreams“. A música inicia com um belo riff de guitarra, que inicia solo e depois dobra (dueto), e com uma vibe mais tranquila  e vai crescendo e ficando mais pesada com o passar dela.

Can I Play with Madness se tornou um dos hits da banda, e já apresenta uma pegada um pouco mais Hard Rock. O pai atormentado pelas visões procura orientações de um profeta, mas  ele ignora os conselhos do mesmo: “Can I play with madness?/The prophet stared at his crystal ball/Can I play with madness?/There’s no vision there at all/Can I play with madness?/The prophet looked and he laughed at me!/Can I play with madness?/He said: You’re blind, too blind to see!“. Outro detalhe bacana é o pelo clipe dessa música, que conta com a participação do ator Graham Chapman, ator e escritor membro do aclamado Monty Pithon. Essa inclusive a última participação dele como ator, tendo falecido em outubro de 1989, de câncer.

The Evil That Man Do se tornou o maior hit desse álbum, que hora ou outra consta no setlist da banda. A música retrata a morte do pai e o nascimento do “temido” filho e é baseada na peça  de William Shakespeare “Julius Caesar”, no diálogo de Marco Antônio, que discursava após o assassinato de César –  “O mal que os homens fazem vive depois deles; O bem é muitas vezes enterrado com seus ossos.”  – que no refrão da música ficou: “The evil that men do lives on and on“.

A faixa homônima do disco, Seventh Son of a Seventh Son, é a mais épica, trabalhada (sua linha instrumental é maravilhosa) e densa do álbum. A música aborda sobre o descobrimento dos poderes da criança e o embate do bem e do mal persuadindo-a – “Then they watch the progress he makes/The Good and Evil which path will he take/Both of them trying to manipulate/The use of his powers, before it’s too late“.

Em The Prophecy , o jovem “especial” (esqueci de falar, o nome dele é Alvin) tenta alertar a aldeia para que eles acreditem em sua profecia, que culminará na destruição da aldeia: “Why won’t you listen to me/Is it so hard to understand/That I am the real seventh son?/Your life or death on me depends“. Destaque para Bruce Dickinson, que consegue expressar o desespero do personagem ao tentar convencer o vilarejo da tragédia que está por vir.

Just by looking through your eyes/He could see the future penetrating right/In through you mind/See the truth and see your lies/But for all his power couldn’t foresee his own demise“. Em The Clairvoyant, Alvin tem uma crise existencial, pois apesar de controlar suas visões, mas sabe que esses poderes irão acabar com ele. Vale destacar que a música alterna entre primeira pessoa (quando Bruce canta interpretando Alvin) e terceira pessoa (sobre a visão dele de expectador), pois ele inevitavelmente morre.

E para finalizar, Only the Good Die Young, que mostra o diálogo de Alvin e aparentemente Lúcifer, sobre a vida e a morte e sobre o inevitável destino dele que, mesmo com seus poderes não conseguiu evitar seu destino trágico: “Time it waits for no man/My future, it is revealed/Time it waits for no man/My fate is sealed“. A música fecha com chave de ouro esse álbum impecável com a introdução da primeira música, a Moonchild, mas com o genial detalhe de tirar o trecho “And your trip begins” (pois ele está morto!)

Se você, assim como eu, é fã de Iron Maiden, fã de uma boa história ou principalmente fã de boa música, não deixe de ouvir esse trabalho fundamental na discografia da “Donzela de Ferro”.

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