Iron Maiden: Brave New World completa 19 anos hoje!

by Leandro Costa

O Iron Maiden está a vias de anunciar o seu 17º álbum de estúdio para (acreditamos) esse ano, substituindo o ótimo The Book of Souls de 2015. Quem acompanha a banda desde os anos 2000 não imagina que a banda estava “mal das pernas” no final dos anos 90, com a turnê conturbada do álbum Virtual XI, com o vocalista Blaze Bayley tendo problemas ao executar as músicas ao vivo e com a não tão boa aceitação dos fãs .

Em 1999 Bruce Dickinson e Adrian Smith retornam a banda para a turnê Ed Hunter Tour , que agora contava com 3 guitarristas (Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith). Após a turnê a banda grava o renomado álbum Brave New World, lançada em 2000.

A banda conseguiu entregar um belo resultado, trazendo a “pegada” mais progressiva que já havia sido implementada nos 2 álbuns anteriores (The X Factor e Virtual XI) mas também trazendo a visceralidade da chamada “era de ouro”.

O álbum começa com a agitada música The Wicker Man, lançada também com o single e baseada no filme de mesmo nome, e é marcada pela introdução, embora simples, eficaz de Adrian Smith.

The Gost of the Navigator já traz aquele ar mais progressivo , com uma introdução clean na guitarra (que acabou se tornando marca registrada da banda nos últimos álbuns) e ficando mais e mais densa e pesada ao passar da música.

A música que dá nome ao álbum, Brave New World, é baseada na obra do escritor inglês Audous Huxley (que por sinal é uma baita de uma obra), que fala aborda um futuro distópica com uma sociedade científica em que as pessoas são pré-condicionadas a viver em harmonia.

A bela canção Blood Brothers por muito pouco não entra no Virtual XI (já que ela começou a ser composta na época). A música é uma composição de Steve Harris em homenagem ao seu pai. A música tem um dos solos mais bonitos do Janick Gers, e tem uma levada de “valsa”, sendo que hora ou outro o Iron Maiden inclui a música em seu setlist.

Agora faremos um pequeno pacote de músicas que eram pra terem entrado no álbum Virtual XI, a pesada The Mercenary, a bela Dream of Mirrors (uma das minhas favoritas do álbum, que inclusive teve ajuda de Blaze Bayley nas letras) e The Nomad, a música mais longa no álbum que equilibra muito bem a pegada clássica da banda com os elementos mais progressivos da banda (que SEMPRE foi explorado pela banda mas que si, nos últimos álbuns estão mais presentes).

Temos nesse álbum uma “sonzeira” pouquíssimo lembrada pelos fãs, a The Fallen Angel. A música tem tudo que caracteriza um clássico, refrão marcante, belos riffs e o peso e pegada da tão mencionada “era de ouro”.

E pra fechar o álbum,temos a Out of the Silent Planet (outro single da banda) e a The Thin Line Between Love and Hate. A primeira foi baseada na obra sci-fi de mesmo nome do autor C.S Lewis, criador de As crônicas de Nárnia, e é uma música com elementos mais progressivos e com um refrão bem grudento e cativante. E pra fechar o álbum, A The Thin Line Between Love and Hate, que pra mim é uma das músicas mais diferentes da banda, sendo que em 90% do tempo a música é cantada com 2 vozes (gravadas pelo próprio Bruce Dickinson) e fecha com chave de ouro esse belo álbum do retorno de 2 integrantes essenciais para a carreira da banda, que desde então consta com 3 guitarras e vem lançando álbuns ótimos e com muita competência (se você não concorda não posso fazer nada amigo.. open your mind!).

Ah, e antes que eu me esqueça, esse álbum é responsável por um dos shows e por consequência, DVD/CD duplo mais icônicos da donzela, o Rock in Rio 3, gravado no Rio de Janeiro em 2002. O show consta, além de músicas do último álbum até então, com músicas da fase Blaze (as épicas e ótimas The Sign of the Cross do The X Factor e The Clasman do Virtual XI), e a The Sanctuary (ausente a um tempo do setlist da banda).

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