Heavy Metal Pelo Mundo: Suíça

by Renan Soares

Bem-vindos a bordo caros headbangers, está começando agora um episódio do quadro “Heavy Metal Pelo Mundo”, onde mais uma vez faremos uma viagem para explorar a cena do metal em algum país onde o estilo tem pouca, ou quase nenhuma tradição.

Hoje, sobrevoaremos mais uma vez a Europa aterrissando agora em um país conhecido por sua neutralidade nos conflitos mundiais. Nosso destino hoje é a Suíça.

Antes de começarmos a explorar as bandas, como já é tradição nesse quadro, vamos falar um pouco sobre o país e sua situação geopolítica histórica e atual.

A Suíça é um pequeno país localizado na área central da Europa, sendo o mesmo rodeado pela Alemanha, pela Áustria, pela Itália, pela França e por Liechtenstein, tem Berna como sua capital, e Zurique e Genebra como seus principais centros econômicos. Atualmente, o país é regido sob uma república parlamentarista (ou seja, o presidente é apenas uma figura condecorativa, e quem manda é o primeiro-ministro).

A Suíça é um caso curioso de país que possui mais de um idioma oficial, no caso dessa, os idiomas são o francês, o italiano, o alemão e o romanche.

Como disse no início do texto, a Suíça é conhecida internacionalmente por sua neutralidade diante de conflitos, a exemplo das duas grandes guerras mundiais, tanto que por conta disso, o país sedia diversas organizações internacionais, como a Cruz Vermelha e a Organização Mundial do Comércio. Isso sem falar nos órgãos esportivos como a FIFA e a UEFA.

Agora finalmente falando do metal no país, a Suíça pode não ser tipo uma Finlândia, ou uma Alemanha em relação ao grande número de bandas relevantes do estilo, mas mesmo assim a mesma tem seus nomes de peso tanto por questões históricas, quanto por questões de mercado também.

Com isso, começarei falando de quatro nomes que são certamente os mais importantes para a cena do metal no país.

Hellhammer

O Hellhammer é uma daquelas bandas que mesmo nunca tendo atingido o mainstream e tendo um curto período de atividades (1982 até 1984), conseguiu ter seu som como referência para outras bandas de Black Metal que surgiram ao longo dos anos.

Com isso, o grupo nunca chegou a lançar um álbum completo, apenas 3 demos e 1 EP nos anos de 1983 e 1984.

Confiram:

Após dois anos de atividades, a banda tinha chegado a conclusão que eles tinham evoluído musicalmente de uma forma que suas habilidades não se encaixavam mais na proposta do Hellhammer, por isso, o grupo encerrou suas atividades em 1984 para formar uma nova banda, a qual será citada a seguir.

Celtic Frost

O inicio do Celtic Frost ocorreu exatamente após o fim do Hellhammer, e com praticamente os mesmos integrantes. Por isso, á muitos por aí que consideram os dois como a mesma banda.

No início, a banda seguiu a mesma linha sonora do Black Metal que era feito no Hellhammer, mas com o tempos eles foram mudando a sonoridade, adotando linhas daquilo que chamamos atualmente de Gothic Metal.

Obtendo muito mais aclamação, a banda lançou 6 álbuns no total. Em 1993 o grupo chegou a fazer uma pausa nas suas atividades, retornando depois em 2001, retorno esse que resultou no álbum “Monotheist”, lançado em 2006.

Em 2008, após desentendimentos internos entre o guitarrista e vocalista Tom Warrior com os outros integrantes, a banda anunciou seu fim definitivo.

Confiram:

Coroner

E para vocês verem como o Hellhammer/Celtic Frost foi importante para a cena do meta na Suíça, o Coroner surgiu de uma amizade de roadies do Celtic Frost, se tornando assim o principalmente nome do Thrash Metal no país, adotando uma vertente mais progressiva (sendo inclusive considerados o Rush do Thrash Metal).

O trio teve um primeiro período de atividades entre os anos de 1983 e 1996, onde lançaram cinco álbuns. Em 2010 eles anunciaram o retorno do grupo e vem fazendo turnê de forma recorrente desde então, mas desde o “Grin” (1993) eles não lançam mais nada de inédito.

Confiram:

Eluveitie

O Eluveitie faz parte da safra mais recente de bandas de metal da Suíça, sendo inclusive a mais notável no atual cenário. A banda capitaneada por Chrigel Glanzmann faz um som que junta o Folk Celta e o Death Metal Melódico, se utilizando de um vocal feminino limpo e um masculino gutural, usando inclusive vários instrumentos não muito usuais no metal, como bandolim, gaita de fole, harpa, e até um hurdy hurdy (viela de roda).

O grupo formado em 2002 tem nada mais, nada menos do que 9 integrantes em sua formação, e 8 álbuns lançados, sendo o mais recente o “Ategnatos”, lançado em 2019.

Confiram:

Blutmond

Também formada em 2002, mais com bem menos glamour do que o Eluveitie, o Blutmond é mais uma banda que adota a temática mais mística, fazendo aquilo que podemos chamar Avante-Garde Metal com linhas de Black Metal, chegando inclusive a se utilizar de saxofone em suas músicas..

O grupo possui três álbuns lançados, o “Endzelt” de 2006, o “Thirteen Urban Ways 4 Groovy Bohemian Days” de 2010, e o “Revolution Is Dead!” de 2012.

Confiram:

Deep Sun

Indo agora um pouco para a linha do Symphonic Metal, a banda Deep Sun, formada em 2006, atende tudo aquilo que os fãs do estilo esperam, tendo bastantes referências em bandas como Nightwish e Epica.

O Deep Sun possui dois álbuns lançados, o “Race Against the Time”, de 2016, e o “Das Erbe der Welt”, lançado em 2019.

Confiram:

Hazardeur

Já que falamos de Thrash Metal Progressivo com o Coroner, porque não falar também do Death Metal Progressivo?

No caso, a banda que apresenta essa proposta é o Hazardeur, que é a banda mais caçula das mencionadas aqui, sendo a mesma formada em 2013, tendo até o momento apenas um álbum lançado, que é o “Rational Gaze”, de 2014.

E o Hazardeur é um daqueles curiosos casos das chamadas “One Man Band”, sendo a mesma capitaneada por Ben N.

Confiram:

Blasted

Encerrando a nossa pequena seleção de hoje, representando o Groove Metal, com referência em bandas como Pantera, Machine Head e Lamb of God, temos a Blasted, formada em 2006.

Infelizmente, as informações sobre a banda que achei pela internet são muito desencontradas em relação ao número de álbuns lançados deles, mas de qualquer forma, os mesmo possuem um bom catálogo para aqueles que curtem um som mais “porrada na orelha”.

Confiram:

Antes de encerrar o texto, vamos ver se a Suíça possui algum festival dedicado ao estilo.

Greenfield Festival

O maior deles certamente é o Greenfield Festival, que ocorre anualmente na cidade Interlaken.

O evento segue o padrão dos grandes festivais europeus ao ar livre, juntando multidões e vários nomes de peso do Rock/Metal.

Alguns grandes nomes que já subiram ao palco do festival são System of a Down, Hatebreed, Sepultura, Apocalyptica, Rammstein, Korn, Volbeat, Bulet for My Valentine, e muitos outros.

Meh Suff! Metal Festival

Apesar de não ter a mesma estrutura do Greenfield Festival, o Meh Suff não fica atrás em quesito de importância e relevância em meio ao cenário do país, sendo esse um evento voltado principalmente para o metal extremo.

O festival ocorre anualmente na cidade de Hüttikon, e já trouxe para o seu palco grandes nomes como Venom, Kreator, Amorphis Kataklysm, Abbath, Carcass, e outros.

Encerramos assim mais uma viagem no nosso “Heavy Metal Pelo Mundo”, para mais tours como essa, fiquem ligados toda sexta-feira nos nossos próximos destinos.

No mais, até a próxima.

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