Heavy Metal na América do Sul – XII

by Anderson Frota

Nessa décima segunda rodada completamos 60 bandas de nosso continente. A estrada a ser desbravada ainda é extremamente longa…

Revenge – Colombia

Eis aqui uma banda indubitavelmente ativa. Desde 2002, ano de sua formação, já se vão pelo menos uma Demo, cinco Singles, um Live, um Vídeo, quatro EPs, uma Coletânea, cinco Splits e sete Álbuns, sendo “Spitting Fire”, lançado em 2017, o mais recente. Algumas mudanças de formação foram inevitáveis, mas Esteban “Hellfire” Mejía (vocal/guitarra) e Jorge “Seth” Rojas (baixo) estão desde o começo.

O som do Revenge agrada em cheio, mas deve pegar os mais puristas pelo coração, pois sua mescla de Tradicional com Speed remete ao começo dos anos 80, quando esse estilo começava a se impor com força, e chega, em muitos momentos, a lembrar a pegada do Running Wild antigo. Como bons revivalistas, seus trabalhos tem sido lançados também em vinil e K7.

Adamantium – Uruguai

O metal fictício da Marvel inspirou o nome do Metal verdadeiro da banda uruguaia. Não confunda, porém, verdadeiro com true, pois o som do Adamantium explora a tendência Thrash/Death, com mais inclinação para este último.

Atuantes desde 2011, quando foi reunida na cidade de Montevidéu, a banda acabou de lançar seu primeiro álbum, intitulado “Recuerdos Del Futuro”, depois de já ter investido em duas demos. O repertório do disco resgata três das antigas composições e acrescenta material novo, cujo maior mérito são as variações nos arranjos, com passagens instrumentais diversas, mostrando que a banda sabe explorar bem o fato de ter duas guitarras. A instrumental “Adamanintrom”, que abre o disco, é o prenúncio do que você encontrará nas faixas seguintes, apenas com o diferencial da presença dos guturais de Diego Lema.

Agoriz – Bolivia

Essa formação em sexteto, onde se inclui a presença de um percussionista, lançou o disco “Tottem” em 2018, apresentando um Death Metal que caracteriza-se mais pelo clima do que pela velocidade. As canções possuem riffs secos e contidos, com cadências que se aproximam do Metalcore. Algumas vocalizações, como na faixa “Beyond the Void”, parecem se inspirar nas tendências mais atuais do Black Metal. Essa miríade de direcionamentos  legitima a banda a utilizar a nomenclatura de Hybrid Metal para definir o seu som.

Resistencia – Equador

Chegando ao seu terceiro disco, as músicas do Resistencia oscilam entre o Metal tradicional e o Thrash Metal, chegando por vezes a lembrar o Anthrax da fase do álbum “State of Euphoria”, com palhetadas precisas e aceleradas nos momentos certos. O autointitulado lançamento de 2018 traz a releitura de algumas faixas já apresentadas nos trabalhos anteriores, servindo como um retrato atualizado do momento que a banda se encontra.

Crispin – Paraguai

Saber que essa banda, existente desde 1996, lançou seu primeiro álbum, é muito bom. Ao mesmo tempo, porém, deixa um pouco de amargor, pois ao longo desse tempo poderíamos ter mais Crispin para desfrutar, caso tivessem tido oportunidade de disponibilizar mais registros. A música dos paraguaios é um Heavy Metal clássico muito sóbrio e agradável. Soa tradicional e épico sem os exageros que viraram moda atualmente. Os timbres da guitarra solo parecem ter sido captados diretamente do começo dos anos 80, reforçando o clima de resgaste de sua música.

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