Exylle: banda comemora novo lançamento e 5 anos de existência com show no Hangar

by Daniela Farah

A semana foi de intensa comemoração para o Exylle, com direito a festival de aniversário e lançamento do álbum. Com seu primeiro full “Exylle”, a banda investe para os próximos passos na carreira. O lançamento foi na quinta-feira, dia 22 de agosto, na Quiat Gastronomia, com um evento fechado para amigos e imprensa.


Da esquerda para a direita: Vinicius Jiulkowski, Kevin Vieira, Victor Hugo e Johnny Bordignon. Fotografia: Angela Missawa.

Em entrevista, os integrantes comentaram sobre o lançamento, o processo de composição e a troca de baterista. “Dois anos atrás a gente estava sem baterista. Aí entrou o Alex, e ele colocou o estilo dele, que é mais metal old school, e o nosso é mais groovado. Ele saiu e houve de novo aquela quebra. Mas aí o rapaz, que está acompanhando a gente há um tempo, e assumiu já pronto praticamente.”, disse Victor Hugo, baixista e vocalista. Quem indicou o novo baterista, Vinicius Jiulkowski, foi Johnny Bordignon. “Eu toquei com o Vini a alguns anos atrás e minha primeira banda foi com ele”, disse o guitarrista. E o resultado? Um maior entrosamento entre a banda. “Quando ele entrou a gente conseguiu juntar todo mundo num entrosamento só. O Victão já tinha com o Kevin há um bom tempo e eu com o Vini. Acabamos formando os quatro e acho que é o que o Exylle precisava para agora.”, emendou. “Superou todas as expectativas. Sempre que vai entrar uma pessoa nova ela tem o estilo próprio dela diferente, cada um tem seu estilo de tocar e o Vini acertou tudo.”, opinou o vocalista sobre o novo baterista. “Para mim foi um sonho, porque desde pequeno eu sonhei em ter banda. Pegar uma banda que já está no caminho. Foi muito revolucionário. É muito novo para mim.”, disse Vinicius.

Essa vaga constante na bateria resultou num atraso nos planos do Exylle para o lançamento do primeiro full. “Foi complicado, porque primeiro a gente não tinha batera fixo, e nessa busca por um batera que se comprometesse, havia uma transição de batera em batera. O Alex se comprometeu em gravar e nós pegamos firme nisso. Eram músicas que a gente já tinha faz tempo e precisavam ser gravadas, a gente queria agilizar esse processo e não conseguia. Quando ele entrou conseguimos chegar nesse estado.”, contou Kevin Vieira. “De todos os integrantes que passaram, que a gente tocou e que ficou para gravar, o Alex foi algum que levou nosso estilo e conseguiu fazer o que a gente buscava para a gravação. Ele conseguiu buscar toda nossa essência e levar para saísse o que saiu agora.”, concordou Johnny.

Mas o processo não parou com a chegada de Alex. “A gente gravou a primeira vez e foi escutar e não gostou muito. Aí tomamos a decisão de gravar tudo de novo em outro estúdio, no Plug and Play aqui em Curitiba, e o resultado está aí para todo mundo conferir.”, disse Victor. Sobre o conceito do álbum, Kevin esclarece que: “A ordem das músicas a gente tentou criar num contexto do CD. Para que a pessoa ouça e sinta a mesma coisa que a gente sente quando está tocando elas. Tentamos encontrar o melhor contexto para cada som. Se aproxima de um álbum conceitual, não que seja, mas as músicas têm a ver uma com a outra. O conceito do álbum? O mundo não é aquele lugar agradável, aquele lugar que a gente imagina que é bom para todo mundo, ele é um lugar que coisas horríveis acontecem. E é isso que a gente tenta expor, essas coisas horríveis que ninguém fala. Pode parecer pessimista da nossa parte.”.

Segundo Victor, “Tem dez músicas no álbum e duas são instrumentais. Dessas, sete estavam pronta, faltavam mais três, tinham riffs, mas não tinha a linha de batera.”, dentre as quais, cada um dos integrantes elencou sua favorita. Kevin e Johnny escolheram a “The Goat”, já Victor citou “I am Neither Innocent” e Vinicius “Dehumanization”.

Exylle com Sandro, da Quiat Produções. Fotografia: Angela Missawa.

“Exylle” marcou também o lançamento do selo fonográfico Quiat Produções. Para Sandro Francisco Ribeiro, da Quiat Produções, Exylle é uma escolha acertada para esse início. “Eu conheci o pessoal do Exylle num evento que eu fiz com o Torture Squad em maio e pensei: é uma boa banda para a gente começar com os selos.”. Sandro explicou melhor seu ponto de vista: “A música número seis ‘Dead When Born By The Church’ lembra um pouco o Metallica ‘One’, ou algumas passagens dela. O Exylle resgata um pouquinho da nostalgia do Thrash Metal dos anos 80, que foi um dos pontos precursores para que a gente viesse a fechar algo e ser o primeiro lançamento da Quiat Produções.”. Os integrantes também se mostraram muito satisfeitos com esta parceria. “O show que a gente abriu para o Torture Squad foi um divisor de águas, onde abriu as portas e coincidentemente, foi o último show do Alex. Nisso o Sandro apareceu e ajudou a gente a seguir.”, disse o vocalista. “Nós conhecemos o Sandro e bateu as ideias. Não foi um negócio forçado, começou a funcionar. Por isso resultou nesse trabalho que ficou tão bom. Fiquei contente com esse trabalho.”, complementou Kevin. No próximo mês a Quiat tem mais um lançamento marcado, da banda Division Hell. “Pra esse mês a gente está lançando o Exylle, e pro mês que vem tem o Divion Hell. É o próximo lançamento do selo.”, contou Sandro, visivelmente satisfeito com o trabalho e os novos rumos.

Festival 5 anos de Exylle

Hangar – A Casa do Ócio foi o local escolhido para a comemoração de 5 anos de Exylle. A casa de show, famosa em Curitiba, reabriu recentemente novamente com o intuito de fortalecer o cenário underground. As bandas convidadas se dividiram em dois dias de muito headbang. Quem abriu o festival foi o Chubasa, seguido por Dead Sky Dawning e Hell Gun. Quem fechou a noite foi o Slammer.

Atrocitus. Fotografia: Angela Missawa.

A abertura no segundo dia ficou por conta da Impested.”Viva o Exylle”, gritou o vocalista do Atrocitus, quando finalizava o show, da segunda banda da noite. Na sequência, quem subiu ao palco foram os catarinenses do Violent Curse.

Violent Curse. Fotografia: Angela Missawa.

Mustaphorius foi a próxima a subir no palco, com seu show energético e uma pegada de rap.

Mustaphorius. Fotografia: Angela Missawa.

A aniversariante fechou a noite, tocando as músicas novas. Por volta da meia-noite e meia. Uma fumaça e a luz anunciava que o show ia começar. O baterista entrou, cumprimentou o público e fez a introdução da bateria. Os três entraram e começou o som pesado.

Exylle. Fotografia: Angela Missawa.

Foi uma noite muito boa para a Exylle que contou com a participação em massa dos fãs. A banda recebeu um parabéns improvisado do público, e acompanharam nos instrumentos. É perceptível, para quem acompanha a banda, ver o crescimento no palco. A Exylle já recebeu elogios de diversas personalidades do meio, incluindo dos donos das principais casas underground. A nova fase vem para consolidar o talento e a dedicação e indicar uma maturidade sonora para o Exylle.

Exylle. Fotografia: Angela Missawa.

O setlist do show foi o novo álbum “Exylle” na íntegra: “Legacy of Chaos”, “I am Neither Innocent”, “God Decreed to Rape”, “Burn Your Leaders”, “The Goat”, “Dead When Born By The Church”, “G.A”, “World Deserves”, “Dehumanization” e “Immortal Dies”.

Exylle 5 anos
Sexta-feira (23/08)
-Chubasa (20h)
-Dead Sky Dawning (21h)
-Hell Gun (22h)
-Slammer (0h)

Sábado (24/08)
-Impested (20h)
-Atrocitus (21h)
-Violent Curse (22h) – Rio Negrinho
-Mustaphorius (23h)
-Exylle (0h)

Exylle é formado por:
Victor Hugo – vocal, baixo
Kevin Vieira – guitarra
Johnny Bordignon – guitarra
Vinicius Jiulkowski – Bateria

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