Especial Andre Matos: 8 motivos que levaram Angels Cry a se tornar um marco no heavy metal

by Jéssica Alves
Angra

No dia 08 de junho fará 1 ano do falecimento de Andre Matos. Ao longo da semana, iremos relembrar as grandes conquistas e curiosidades de sua carreira. E hoje vamos falar do histórico Angels Cry.

Lançado em 3 de novembro de 1993, o primeiro álbum de estúdio do então estreante Angra chegou ao mercado e fez seu nome na história do heavy metal, apresentando um som praticamente novo no Brasil, e se tornou a principal obra de Andre Matos.

Alcançado as principais paradas no Japão, o Angra abriu portas para que muitas bandas brasileiras tocassem no exterior. Além de Andre Matos, responsável pela maioria das composições da obra, a banda contava com Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt nas guitarras e Luís Mariutti no baixo. A bateria foi gravada pelo alemão Alex Holzwarth. Posteriormente, Ricardo Confessori assumiu o posto.

É inegável por muitos fãs de heavy metal a grandiosidade do Angels Cry na história. E por isso, neste artigo separei 8 motivos que levaram o álbum a se tornar um marco no estilo. Confira.

8 motivos que tornaram o Angels Cry um marco no heavy metal

1 – Seleção de músicos

Os já citados 5 músicos da formação inicial do Angra, Andre Matos, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Luis Mariutti e Ricardo Confessori, (além de Alex Holzwarth) formavam uma verdadeira seleção. Todos executavam seus papéis com uma qualidade e competência impressionante. Músicos acima da média, que chegaram mostrando sua grande performance.

2 – Orquestração

O diferencial que o Angra mostrou ao mundo foi a perfeita mistura de heavy metal, música erudita, além das raízes brasileiras. Andre Matos tinha uma grande paixão por música clássica e soube incorporar sua marca no álbum de estreia da banda. Na fantástica introdução “Unfinished Allegro”, parafraseada em um trecho da obra de Franz Schubert, que teve o arranjo todo feito por Andre. Assim como “Evil Warning” contém uma breve passagem de “Winter” de Vivaldi e Angels Cry, com “Caprice no. 24” de Paganini.

3 – O HINO Carry On

Carry On mostra que o Angra chegou com dois pés no power metal, e se tornou um verdadeiro hino do metal nacional. Quem nunca se emocionou com essa canção, seja em casa, nos shows, ou role com os amigos? Carry On marca gerações de headbangers com o peso e melodia, introduzidos por “Unfinished Allegro”. Esta perfeita faixa nos brinda com Andre Matos em grande forma. 

4 – Cover inesquecível

Além do peso do heavy metal, o Angra mostra sua versatilidade com o cover “Wuthering Heights”, de Kate Bush. A música é calma e doce, mas a performance de Andre Matos, cantando uma canção originalmente gravada em voz feminina e mostrando o poder de seus agudos, é de impressionar.

5 – Música brasileira

A brasilidade está presente em “Never Undestand”, com o baião de Luiz Gonzaga, que é homenageado com um trecho da música “Asa Branca” na introdução no violão. Mesclado com heavy metal, a faixa dá um tempero especial à obra. Além disso, há um um ótimo vocal e bons solos de guitarra.

6 – A genial faixa título

Podemos dizer que a faixa título é um resumo de toda a obra. Tem power e speed Metal, riffs mais pesados, melodia e a música erudita ao inserir “Caprice no. 24“, de Paganini. Perfeita escolha para representar todo o álbum.

7 – Qualidade de gravação

A qualidade da gravação de Angels Cry chama a atenção. Afinal , foi todo gravado na Alemanha, no Kai Hansen Studios em Hamburgo. Já a a produção ficou a cargo de Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth. O álbum foi lançado pela gravadora JVC.

8 – Capa espetacular

A estátua de anjo olhando para o céu, parado sob um campo e o céu avermelhado já virou histórica. A arte foi feita por Alberto Torquato e baseada em uma fotografia feita por Andre Matos, de uma das estátua do Cemitério da Consolação, em São Paulo. O desenho é misterioso e contribui para despertar a curiosidade sobre a obra.

Como você pode ver, esses são apenas alguns motivos que mostram o quanto Angels Cry é genial. Há muitos outros que podem ser apontados, claro, mas o consenso é que este álbum merece ser sempre apreciado e reescutado.

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