Entrevista – Alan Wallace: guitarrista fala sobre segundo show no Rock in Rio, festivais pelo mundo, cenário do metal no país e os planos futuros do Eminence

by Daniela Farah

Com 20 anos de estrada, O Eminence mantém vivo o espírito do metal de Minas Gerais. Brutal, rápido, insano, variando os elementos de thrash e death metal com muito groove. Um crossover que busca raízes, mas também dialoga com referências contemporâneas. Você não vai passar incólume ao som do Eminence, dia 4 de outubro, no palco Supernova. Essa é a segunda vez da banda no festival, que se apresentaram na comemoração dos 30 anos do Rock in Rio, em 2015. O Eminence é formado pelos roqueiros, Alan Wallace (guitarra), André Márcio (bateria), Davidson Mainart (baixo) e Bruno Paraguay (voz) – e prometem um show com muito riff de guitarra e rock’ n’ roll de primeira qualidade.

Para falar um pouco dessa expectativa do show no palco do Supernova do Rock in Rio no dia 04 de outubro, nós entrevistamos o guitarrista Alan Wallace que contou também os planos futuros para a banda, falou sobre festivais pelo mundo e sobre o cenário do Metal no Brasil.

Essa é a segunda vez no Rock in Rio, como estão as expectativas para o show?
As melhores possíveis uma grande honra em participar novamente no Rock in Rio, Sempre dá aquela ansiedade.

Como foi comemorar 20 anos de carreira com os 30 anos do Rock in Rio, em 2015?
Foi um inesperado esperado (risos). Sempre tínhamos aquele pensamento tipo “um dia iremos tocar” mas era um sonho muito distante! Foi uma conquista.

No dia 04 de outubro, o Eminence será uma das atrações do palco Supernova, no Rock in Rio. O que o público pode esperar desse show?
Nós fizemos um setlist diferenciado para o show do dia 04 de outubro e esperamos que o público goste. Estamos curtindo o set list novo está muito energético.

Ao longo de sua carreira, o Eminence já se apresentou em alguns festivais pelo mundo. Qual deles foi o mais marcante ou que deu maior satisfação em participar e por quê?
Foi muito bom ter tocado na China no Redbull Music para um público de 40.000 mil pessoas e ter tocado no Woodstock na Polônia! Estes dois festivais marcaram muito a nossa carreira.

Como você vê as diferenças entre um show de turnê de divulgação do trabalho e um festival?
Para nós do Eminence todo show tem a sua importância mas tocar nos festivais tem um lado diferente pois você pode agregar ou não novos fãs e a responsabilidade é muito maior ainda mais em grandes festivais.

Como é preparar um set list para um público tão diversificado?
Não é uma tarefa fácil agregar Gregos e Troianos ! Mas tentamos fazer um set list diferente que possa agradar a todos! Não é uma tarefa fácil mas estamos tendo um resultado positivo nos festivais

Estamos na era da tecnologia, cada vez mais usuários optam por ouvir música em aplicativos de streaming. Ou seja, o modo de consumir música mudou muito nos últimos anos. Esse fenômeno tem ou teve alguma alteração relevante na produção de um álbum ou de uma música?
Sim, deixamos de ganhar uma boa parte dos direitos autorais e venda, mas ganhamos muito com esta mudança do mercado, novos fãs. Tivemos que nos adaptar e com isso toda a sua estratégia de marketing muda! Todo dia é um desafio.

Qual a sua opinião sobre o cenário do Metal no Brasil?
Temos uma cena muito grande no Brasil mas ainda temos um problema de longas distâncias entre as cidades que prejudica os produtores locais de fazerem shows aumentando o custo de levar outras bandas de outros estados para tocar! Um outro problema que vejo que muitos fãs deixaram de ir aos shows autorais por falta de bandas.

20 anos de carreira. O que ainda falta ser conquistado?
Temos várias coisas para fazer, uma tour mundial não seria má ideia {Risos).

Quais os planos futuros para o Eminence?
Estamos preparando um novo álbum para 2020 e 3 videoclipes. Sentimos a necessidade de gravar um trabalho novo e diferente de tudo o que gravamos antes.

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