Dream Theater: Músicos da cena Rock/Metal Progressivo comentam importância e influência de “Scenes From a Memory”

by Marcio Machado

O disco considerado por muitos como a obra prima do Dream Theater, “Metropolis Pt2: Scenes From a Memory” completa em 2019 seus 20 anos de lançamento. O trabalho foi um marco na carreira da banda e responsável por definitivamente jogar o grupo no estrelado.

Diante a comemoração, músicos da cena Prog comentaram sobre suas experiências com o disco, confira alguns relatos.

Steven Wilson (Porcupine Tree) :

Muitos de vocês sabem que eu não sou um seguidor da música do Dream Theater, mas eu tenho uma boa amizade com Jordan Rudess e Mike Portnoy. Eles ajudaram muito o Porcupine Tree a ser conhecido na América do Norte quando fizemos uma turnê com eles nós anos 2000. Me lembro de ter comprado o vinil do Scenes From A Memory. Embora eu não seja tão fã de prog técnico, este tinha algo diferente. Tinha algo muito cinematográfico que eu gosto e apoio na cena do metal progressivo.

Mikael Åkerfeldt (Opeth):

Eu conheci Dream Theater com o álbum Images and Words, que foi um sucesso retumbante. E acabei me tornando fã imediatamente! Eu me lembro que em 1999 com o Opeth nós lançamos Still Life, que foi um álbum conceitual de um drama romântico e trágico. Então, uma semana depois esses caras liberaram Scenes From A Memory com um conceito similar, mas longe do que eu escrevi. Eles estavam se baseando em reencarnação e vida após a morte. Eles estavam mais loucos do que eu naquela época! (Risos)

Tony Levin (King Crimson/Liquid Tension Experiment):

Eu conheci Rudess, Portnoy e Petrucci em 1997 quando nós formamos a Liquid Tension Experiment. Esses caras queriam literalmente devorar o mundo, transpiravam criatividade! Isso me facilitou trabalhar e aprender com eles. Eles aproveitaram ao máximo minhas capacidades. Naquela época, acho que Rudess se juntou ao Dream Theater e não tive dúvidas que o primeiro álbum com eles seria brilhante!

Daniel Gildenlöw (Pain of Salvation):

Mike Portnoy me convidou junto com minha banda para ajudá-los com o álbum Six Degrees of Inner Turbulence. Eu estava realmente animado! Eu havia adorado esses caras no álbum anterior. Foi uma demonstração de como você pode alcançar um álbum conceitual. Isso me influenciou bastante nos meus futuros álbuns com a minha banda.

Ross Jennings (Haken):

Eu devo minha vida a este álbum praticamente. Isso me influenciou muito na minha carreira como vocalista e intérprete. Cantar as músicas daquele álbum com Portnoy foi como realizar um sonho de adolescente!

Arjen Lucassen (Ayreon/Star One):

Existem álbuns em que as bandas escrevem seu nome na história de um estilo musical. O Dream Theater fez isso com Scenes From A Memory, com uma história de amor e vida que lhe dá calafrios! Cinco anos depois, não hesitei em chamar James Labrie para ser protagonista em The Human Equation. Seu nível de interpretação era perfeito para o que eu estava procurando.

Neal Morse (The Neal Morse Band/Spock’s Beard/Flying Colors):

Eu me lembro de conhecer Mike Portnoy em 1999. Ele me contou que estavam fazendo o álbum mais ambicioso e arriscado da trajetória da banda. Era tudo ou nada! Enquanto eu ouvia algumas demos eu dizia à ele: ‘ Quieto, cara! Você me fez chorar como fará com seus milhares de fãs!’

Geddy Lee (Rush):

Nos anos 70 e 80 as únicas bandas prog americanas que mencionavam eram Rush e Kansas. Então nos anos 80 apareceram duas jovens bandas; Fates Warning e Queensryche e finalmente nos anos 90 alguns meninos famintos e sedentos com criatividade. Dream Theater era muito citado em rádios e revistas. Fiquei curioso e fui ouvir o Scenes From A Memory e pensei imediatamente: “Isso merece ser um sucesso e será um registro visionário para as futuras gerações de músicos.

Em comemoração ao aniversário do disco, o Dream Theater excursiona o mundo tocando o álbum na íntegra e o espetáculo passa pelo Brasil em dezembro.

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