Arch Enemy: 15 anos de “Doomsday Machine”

by Flávio Farias

Em 26 de julho de 2005, o ARCH ENEMY lançava “Doomsday Machine”, o sexto álbum de sua carreira, o terceiro com Angela Gossow nos vocais e que marcava a consolidação da banda como uma das mais importantes naquele momento.

A chegada da vocalista elevou a banda a outro patamar e após dois excelentes discos, era a hora de comprovar a autoafirmação, então a banda partiu para a cidade de Halmstad, na Suécia e no “Slaughterhouse Studios”, todos ficaram entre os meses de março e maio de 2005, na companhia do produtor Rickard Bengtsson. O mago Andy Sneap foi o responsável pela mixagem do play

Vamos então viajar por cada uma das onze faixas que compõem este petardo: o disco abre com a intro “Enter the Machine”, com pouco mais de dois minutos, ela é uma mescla de melodia e peso, já dando uma prévia de que o álbum seria realmente um soco no estômago, tamanha a brutalidade.

E a brutalidade se faz presente em “Taking Back my Soul”, uma faixa forte, muito pesada e que por si só já vale a audição, mas era só o começo. Aqui o solo é por conta do guitarrista Gus G. Temos a perfeita “Nemesis”, uma mescla de peso e melodia que poucas bandas na cena conseguem fazer. E esta música tornou-se um dos clássicos da banda, obrigatória no setlist.

A faixa número quatro é a sombria e igualmente pesada “My Apocalypse”, cujos riffs são eleitos por este redator que vos escreve como os melhores já escritos pelo sensacional Michael Amott. E a performance da bela Angela Gossow é impecável. Como esta mulher faz falta na cena.

A seguir vem outra música cujos riffs iniciais também se destacam: “Carry the Cross” e que se desenvolve bem densa e pesada, além de ter um Michael Amott muitíssimo inspiurado em seu solo, repleto de melodia, sendo assim, outro destaque deste disco.

A faixa mais forte e intensa do álbum chega, e trata-se de um medley: “I am the Legend/ Out of Blood”, sendo a primeira parte instrumental e muito influenciada na NWOBHM, porém, muito, mas muito mais pesada. E o pau come quando Angela resolve colocar os vocais na segunda parte, que é um convite para um moshpit violento, sobretudo quando no meio da música, a coisa descamba para o Death Metal, com riffs assombrosos dos irmãos Amott e os blasts beats de Daniel Erlandsson. Espetacular.

Skelekton Dance” chega chutando a porta com riffs cavalgados e com um peso incrível. Uma quebrada no andamento durante as estrofes, deixando a música com muita atmosfera e densa, mas no refrão, o carro-chefe, que é a guitarra, volta a brilhar e a dar o direcionamento que a música pede. As sete primeiras músicas são de tirar o fôlego.

A instrumental “Hybrids of Steel” é também maravilhosa e combina peso e melodia de maneira singular, E ela é seguida pela arrastada e não menos excelente “Mechanic God Creation”, que traz muito peso, dando sequência a brutalidade jamais vista em um álbum do ARCH ENEMY.

Matchkampf” chega com uma das melhores introduções de bateria, um verdadeiro espetáculo protagonizado pelo excelente Daniel Erlandsson. Essa faixa é mais na linha do que a banda nos apresentou no ótimo “Wages of Sin”: muita modernidade, peso e atmosfera. E a sombria e não menos pesada “Slaves of Yesterday” encerra o álbum de maneira espetacular, com direito a Groove e tudo mais.

Em 49 minnutos temos um disco que, se não chega a ser o melhor da discografia da banda, podemos elencá-lo na santíssima trindade. Sim, há os que preferem Johan Liiva nos vocais, mas o fato foi que a banda alcançou a maturidade musical e o status de banda grande após a entrada da frontwoman Angela Gossow. E os três primeiros álbuns em que ela participou são o que de melhor o Heavy Metal do novo milênio pode nos apresentar.

Nosso aniversariante de hoje alcançou a posição de número 87 na “Billboard 200”, chegou a 12ª posição na categoria “Top Álbuns Independentes”, da mesma “Billboard”; alcançou a 23ª posição na Suécia, país natal e a 74ª posição na Áustria, além de ter vendido mais de 12 milhões de cópias, um verdadeiro feito, em se tratando de música extrema.

Logo após o término das gravações, o guitarrista Cristopher Amott deixaria a banda, sendo substituído por Frederik Akesson até 2007, quando retornou para gravar o sucessor deste play, “Rise of the Tyrant”, ficando até 2012.

Particularmente eu tenho um carinho muito grande por este play e durante um certo período, “Doomsday Machine” foi um dos meus favoritos em meu CD Player. E de vez em quando eu ainda coloco essa bolacha para escutar, afinal de contas, ela é irresistível.

Hoje já não temos mais Angela Gossow na banda e embora sua substituta, Alissa White-Gluz seja boa e tenhamos também o gigante Jeff Loomis nas guitarras, a banda não lançou mais álbuns tão emblemáticos quanto nos primeiros anos deste século. Mas a banda segue ativa e isso é muito importante para a cena. Fica a nossa expectativa para que essa pandemia se vá o quanto antes para que possamos vê-los em ação novamente.

Doomsday Machine – Arch Enemy
Data de lançamento – 26/07/2005
Gravadora – Century Media

Tracklisting:
01 – Enter the Machine
02 – Taking Back my Soul
03 – Nemesis
04 – My Apocalypse
05 – Carry the Cross
06 – I am the Legend/ Out of Blood
07 – Skelekton Dance
08 – Hybrids of Steel
09 – Mechanic God Creation
10 – Matchkampf
11 – Slaves of Yesterday

Lineup:
Angela Gossow – Vocal
Micheal Amott – Guitarra
Christopher Amott – Guitarra
Sharlee D’Angelo – Baixo
Daniel Erlandsson – Bateria

Special Guests:
Ola Stömberg – Teclado
Gus G. – Guitarra solo em “Taking Back my Soul
Apollo Papathanasio – Backing Vocal

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