Aniversariante do Dia: METALLICA – Black Album [12/08/1991]

Um dos maiores discos do Heavy Metal comemora 26 anos desde o seu lançamento em 91. Metallica e seu Black Album foi um divisor de águas na cena pesada devido ao andamento cadenciado de algumas de suas músicas – sendo que duas delas eram baladas – mudando totalmente a direção que a banda vinha com discos altamente técnicos e de estruturas complexas.
Para os mais puristas, a sonoridade clean da produção do Black Album meio que fizeram-nos torcer o nariz, e que o Metallica tinha acabado no álbum branco – mais conhecido como And Justice For All. E uma outra parte de fãs sentencia que Metallica é o que é graças ao genial e saudoso Cliff Burton.
Opiniões à parte, o álbum preto é acima de tudo um estrondoso sucesso comercial com mais de 22 milhões de cópias vendidas.
Musicalmente falando, o disco se resume a uma palavra, peso.
Sad But True que o diga, a segunda faixa do disco, porém o álbum começa com Enter Sandman, faixa que virou o primeiro clipe da banda e foi como um soco na boca do estômago na época com o video viralizando em todas as TVs do mundo através da exaustiva massificação da MTV. Tirando isso, a música tem todos os elementos de uma faixa de sucesso. Riff simples porém cativante, bateria de Lars Ulrich com uma sonoridade pesada e refrão que gruda na cabeça.
A urgente Hollier Than Thou chega e eleva a adrenalina, justamente para preparar o espírito para a próxima faixa, a balada The Unforgiven, que traz uma letra introspectiva e gera até um clima de certa melancolia. Wherever I May Roam, uma das faixas a ser single, cria uma atmosfera oriental no começo e nos brinda com outro refrão cativante. A cadência de Don’t Tread On Me é um respiro para uma das faixas que mais gosto desse disco, Through The Never. Começa com um riff imediato se alternando com cadências na estrutura da música, aliás, aos 02:53, me fez lembrar o And Justice For All por poucos segundos. Nothing Else Matters é a segunda balada do disco bem mais acessível em relação à The Unforgiven, mas isso não quer dizer que ela seja ruim, muito pelo contrário, e de certa forma podemos ouvir um lado mais melódico da voz de James Hetfield. Of Wolf And Man com seu andamento cadenciado e pesado sem ser lento – ótimo solo de Kirk Hammett. The God That Failed com sua maravilhosa introdução de baixo de Jason Newsted traz mais cadência ao disco. My Friend Of Misery é até uma meio-balada com ar carrancudo e introspectiva. The Struggle Within fecha o disco numa vibe mais agitada.
Apesar da gravação turbulenta e da produção de Bob Rock, temos aqui um disco poderosíssimo mostrando uma nova faceta da banda, que mesmo com a perda do genial Cliff Burton não teve medo de alçar novos horizontes musicais errando e acertando mas pelo menos sem deixar de criar e fazer música.
Vida longa ao Metallica!

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Sobre: Vitor Rodrigues

Vitor Rodrigues

O sacerdote vodu do death/thrash metal. Um cronista focado nos acontecimentos ao seu redor. Inspirado na indignação do mundo de hoje e na paixão dessa nação chamada headbangers. Todos estes atributos se aplicam ao talento conhecido como Vitor Rodrigues. Nascido na cidade de São Paulo, filho de pai paraense e mãe baiana, Vitor Rodrigues traz no sangue a força do negro e do índio em suas veias. Seu primeiro contato com a música se deve ao seu pai Vitor da Silva Rodrigues que trazia para casa vinis que gostava de escutar. Valsas, chorinhos, sambas se misturavam com um pouco de jazz, música estrangeira e outros ritmos. Aos 5 anos volta para São Paulo com toda a família e com idade escolar começa a freqüentar o colégio N. S. das Mercês se destacando artisticamente. Quando é transferido para um colégio particular conhece um amigo que toca violão e juntos começam a compor alguns blues. Com o tempo montam o que seria a primeira banda chamada Reasons To Heaven no final de 1987. A banda passou por várias formações e no final de 1991 encerra as atividades. O único registro é uma fita demo intitulada Damned Viper. Em 1992 é convidado pelo seu ex-baterista do Reasons To Heaven, Amílcar Christófaro, para se juntar à nova formação da banda Torture Squad. Com Crisitano Fusco e Fulvio Pelli nas guitarras e Castor no baixo, a banda inicia os ensaios. Vitor, devido à influência indireta dos discos de seu pai, começa a criar seu próprio estilo, mas foi com bandas como Metallica, Sepultura, Death, entre tantas outras que o seu estilo de vocal começou a ser moldado. Outra influência que teve bastante relevância foi King Diamond e suas fantásticas mudanças de timbre de voz fazendo a transição do grave e agudo, e vice-e-versa, de uma maneira confortável. Isso possibilitou a Vitor Rodrigues um novo campo para que ele pudesse explorar. Do ano de 1992 até hoje, 2009, ele gravou 5 álbuns de estúdio, 1 álbum ao vivo, 1 dvd e 1 single e fez participações especiais em muitas bandas nacionais como Claustrofobia, Hangar, Tuatha de Dannan, Genocídio, entre outras. Nunca fez aula de canto, mas em compensação sempre procura saber tudo relacionado sobre voz e performance de palco. Aliás, são 20 anos dedicados ao metal, compondo e se apresentando em palcos brasileiros e europeus. Em 2012 deixa o Torture Squad e forma o Voodoopriest lançando um EP homônimo em 2013 e o álbum debut “Mandu” em 2014 obtendo sucesso de crítica e público. Vitor Rodrigues é considerado um dos maiores vocalistas brasileiros de metal da atualidade e nas eleições de melhores do ano está sempre entre os cinco melhores vocalistas do Brasil. Sempre atuante e antenado lança seu blog e seu canal do soundcloud, opinando sobre assuntos pertinentes, e espalhando conhecimento musical respectivamente.

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