Almah: “Ansiedade a mil por hora para ver a reação dos fãs”

Em entrevista exclusiva à Roadie Metal, Pedro Tinello, atual baterista do Almah, conta tudo sobre o novo álbum “E.V.O.”, e fala um pouco sobre a experiência de tocar ao lado de um dos ícones do Metal nacional: Edu Falaschi. Confira na íntegra:

RM: Primeiro álbum seu com o Almah! Como está a ansiedade? O que o público vai sentir de diferente nas linhas de batera em relação aos últimos álbuns da banda?
PT: 
A ansiedade está a mil por hora. Estou curioso por ver a reação dos fãs com este novo trabalho da banda. Não sei bem como comparar as linhas anteriores com a deste álbum. Acho que o que dá pra dizer, é que o contexto está diferente, fazendo assim, as linhas de batera diferentes também.

RM: Como foram os trabalhos e as composições e qual será o conceito deste novo trabalho?
PT: 
O CD já estava todo pronto quando entrei para banda. Inclusive, foi difícil compor as linhas de bateria por conta disso, de já ter toda a estrutura das músicas prontas. Precisei me adaptar pra encaixar as bateras. Foi uma experiência desafiadora e muito bacana. O conceito são faixas ligados ao tema “a era de Aquário”.

RM: No seu primeiro show com a banda, você se sentiu profissionalmente realizado ou ainda falta um grande festival, ou show para ter essa sensação de ter atingido o ápice da carreira? (Pedro fazia parte da banda Parallax [Hard Rock], uma banda de menor expressão no cenário)
PT: 
É um pouco difícil falar em ápice da carreira. A cada dia a gente busca a superação, crescer cada vez mais como profissional, mas como pessoa também. Mas se for falar de ápice, até agora com certeza foi ter saído pra tocar no ProgPower – EUA (foi a primeira vez que saí do Brasil).

RM: Quais são sua influências e o quanto você traz delas para este novo álbum do Almah?
PT: 
Tenho um lado muito fã de Thomas Lang, Virgil Donati, Bobby Jarzombeck (bateras voltados ao Rock/Metal). Já falando do meu outro lado, sou fã de Dave Weckl, Chris Coleman, Jojo Mayer, Tony Roster Jr (bateras mais voltados ao funk/latino). Gosto de pegar as misturas desses caras e montar a minha identidade como baterista.

RM: Onde vocês esperam chegar com esse novo álbum? Agradar aos fãs e manter a mesma linha de sucesso dos últimos trabalhos ou virão com uma proposta inovadora, com músicas trabalhadas para surpreender o público?
PT: 
Esperamos chegar sempre mais alto do que já fomos. E com este álbum, não será diferente. O som está mais pesado, continuando com as virtuosidades de cada um nas composições e desta vez, com o Edu cantando mais limpo, de uma forma mais melodiosa.

RM: Você falou do Edu. Ele completou recentemente 25 anos de carreira. Como tem sido trabalhar ao lado de um dos ícones do Metal brasileiro?
PT: 
Incrível. Sou fã do Edu desde os 12 anos. Assisti três shows do Angra em minha juventude. Hoje com 27, ao invés de estar na plateia, estou no palco tocando com ele. É um mundo muito bizarro (risos)…

RM: Edu fez muito sucesso com o Angra, com o Symbols e outros projetos, e isso alavancou a imagem dele no cenário mundial. Como repercutiu o último álbum do Almah lá fora e como vocês esperam que seja a deste novo trabalho?
PT: 
A repercussão de todos os álbuns do Almah fora do Brasil tem sido muito boas. O “Unfold” foi muitíssimo bem recebido pelos países por onde a banda passou. Espero que com o novo álbum, seja ainda melhor!

RM: Qual festival internacional você tem vontade de se apresentar com o Almah? Já tem turnês previstas para quais países? A estratégia será a mesma que os álbuns anteriores, Brasil, Estados Unidos e depois Europa?
PT: 
Tenho vontade de conhecer o mundo, confesso. Mas mais que isso, quero sempre tocar para públicos que curtam nosso som. Que estejam lá festejando cada música tocada, assim como nós fazemos quando tocamos. Seja na China ou aqui em Santos/SP (minha cidade).

Show ALMAH _Pedro Tinello03

RM: Qual seu álbum favorito do Almah e quais as músicas prediletas na hora de tocar?
PT: 
Meu álbum favorito já lançado é o “Unfold”. Mas o álbum preferido mesmo é o “E.V.O.”, que lançaremos mês que vem. Gosto muito de tocar “Believer”, “In My Sleep”, “Torn”, “Beyond Tomorrow”.

RM: O Almah transita com diversos estilos do Metal em suas músicas. Neste novo trabalho a pegada continuará a mesma?
PT: 
Como eu disse anteriormente, a banda está mais pesada e ao mesmo tempo, continua com suas virtuosidades. Para quem tinha saudade do Edu rasgando menos a voz e cantando mais limpo, voltado mais para o lírico, vai adorar esse CD.

RM: No site oficial, o novo álbum era para ser lançado no início de 2016. O que aconteceu para mudarem para o segundo semestre? O que você pode adiantar sobre o novo álbum para os fãs da Roadie Metal?
PT: 
Coisas corriqueiras, imprevistos. Cada um tomando mais uma semana e, ao final, atrasando todo esse tempo. Mas com certeza, o atraso terá valido a pena. Não consigo parar de ouvir o novo álbum no carro, academia, meu estúdio (risos)… Aguardem o novo CD. Falta só um mês galera!

RM: Quer deixar um recado para os fãs?
PT: 
Queria agradecer à Roadie Metal pela entrevista. Agradecer imensamente o espaço cedido e espero ver todo mundo nos shows do Almah! Um grande abraço!

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Sobre: Umberto Miller

Umberto Miller

Umberto Miller é um santista apaixonado por metal desde que roubou os álbuns do Nirvana dos seus primos aos 12 anos. Entrou para faculdade de Jornalismo visando seguir carreira no jornalismo musical, mas desistiu pois se apaixonou pela fotografia e pelo design. Hoje, atua como Designer Gráfico e Social Media freelancer, fotografa bandas de rock como hobby e sente-se como um pseudo músico-jornalista frustrado. Admirador de diversos estilos dentro do rock/metal. Coleciona bandas ao redor do mundo e é viciado em novas sons de hard rock e metal.

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