Se você gosta de saber mais sobre as bandas, temos um quadro especial para você ampliar seu conhecimento. ABC do Metal te traz 5 bandas/artistas com a letra C!

Cattle Decapitation – Progressive Death Metal/Grindcore – Origem: San Diego, California– Formado em 1996

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Banda em 2019. Foto: divulgação

Release: O Cattle Decapitation tem como tema principal de suas letras o impacto que o homem tem sobre o meio-ambiente, a defesa dos direitos dos animais, onde usualmente retrata como seria se os humanos passassem por situações como o abate, testes em laboratórios, etc. A banda passou por algumas mudanças em sua formação, com o vocalista Travis Ryan sendo o membro mais antigo da banda, mas não original, pois o mesmo só entrou em 1997.
Nos últimos anos tem ganhado notoriedade no meio da música extrema, participando de festivais importantes e fazendo turnês como banda principal.

Músicas de destaque: “The Prophets of Loss“, “Dead Set On Suicide“, “A Living, Breathing Piece of Defecating Meat“, “Manufactured Extinct” e “Bring Back The Plague” são as faixas que podem e devem ser apresentadas a um novo fã.

Opinião do redator: A banda me chamou a atenção em 2012, muito mais pela capa do álbum “Monolith of Inhumanity” – uma das mais horríveis da história – do que pelo som, mas a curiosidade matou o gato e aos poucos o som cheio de blast beats e riffs pesados foi agradando. Seus primeiros álbuns não são de tanto agrado, mas a partir desse de 2012, foi um lançamento mais consistente que o outro.
A evolução da banda é nítida e agora até estão arriscando alguns vocais mais limpos nos últimos álbuns. No estilo, pode ser já chamada de referência.

Novidades: Depois de alguns anos sem mudanças na formação, em 2018 Derek Engemann deixou o posto de baixista e Olivier Pinard (Cryptopsy, Neuraxis) assumiu os graves, enquanto o guitarrista Belisario Dimuzio, que tocava com a banda nas turnês desde 2015, foi efetivado como guitarrista, com a banda tendo 5 membros oficialmente. Há poucos meses a banda lançou “Death Atlas” via Metal Blade, seu oitavo álbum de estúdio que foi muito bem recebido pela crítica. Em fevereiro, uma turnê está marcada com shows na Oceania e, a partir de março, param na Europa com datas até abril.

Cancer Bats – Punk/Hardocre – Origem: Toronto, Ontário – Formado em 2004

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Foto: divulgação

Release: Os canadenses do Cancer Bats contam com um repertório onde mesclam suas influências do Heavy Metal com o Punk/Hardcore. Muitas vezes, o som dos caras é classificado como Sludge Metal e até mesmo como Metalcore, o que reflete bem a diversidade do som. Após 16 anos, a formação da banda continua firme e forte, tendo apenas três mudanças nos primeiros anos, Joel Bath, baterista, ficou de 2004 a 2005, deixando a vaga para Mike Peters, que continua até os dias atuais. No baixo é onde ocorreram mais mudanças, Andrew McCracken ficou de 2004 a 2006 e Jason Bailey ficou de 2006 a 2007, após sua saída Jaye R. Schwarzer assumiu e continua até os dias de hoje. Sendo assim, apenas Liam Cormier, vocalista, e Scott Middleton, guitarrista, podem ser considerados membros originais.
A banda ainda chegou a excursionar e gravar como um cover do Black Sabbath sob o nome de Bat Sabbath.

Músicas de destaque: Para a introdução de novos fãs, é essencial apresentar as faixas “Hail Destroyer“, “Sabotage“, “Lucifer’s Rocking Chair“, além dos covers do Black Sabbath do EP “Bat Sabbath – Bastards Of Reality“, “Children of the Grave“, “Iron Man“, “War Pigs“, “Into the Void” e “N.I.B.“.

Opinião do redator: O que me chamou a atenção no Cancer Bats, em primeiro plano, foi esse tal EP cover do Black Sabbath. A performance da banda em “Children of the Grave” é de cair o queixo e isso influenciou a busca por mais material que, apesar de fugir do estilo tradicional dos covers, mostra um som muito competente e, como citado acima, a mescla de estilos, com várias classificações de subgêneros, não faz o ouvinte enjoar das faixas.

Novidades: Em 2018 a banda lançou o seu mais recente álbum, “The Spark That Moves“, o sexto em sua discografia, que foi bem recebido e esteve concorrendo até para ser o álbum do ano em algumas premiações. Em 2019, a banda adicionou um segundo guitarrista em seus shows, Wade MacNeil, além de lançar um Split chamado “New Damage Records Switcheroo Vol. 1“, com a banda Single Mothers.

Cavalera Conspiracy – Thrash Metal/Groove Metal – Origem: Phoenix, Arizona – Formado em 2007

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Release: Não é preciso introduzir os irmãos Cavalera, os caras são referência na história do Metal nacional. Max (vocal e guitarra) e Igor (bateria, percussão) tiveram suas origens no Sepultura, onde o primeiro ficou até 1996 e o segundo até 2006. Durante esse período de dez anos em que Igor continuou na banda, os irmãos não se falavam, até o desligamento do baterista, quando os dois se acertaram e naturalmente começaram a fazer algumas jams. Daí se formou o Cavalera Conspiracy, juntamente com o guitarrista Marc Rizzo, que já vinha trabalhando com Max no Soulfly há muitos anos. A essência brasileira que corre nas veias dos caras é traduzida de forma perfeita no som pesado, rápido e com a pegada que marcou a fase clássica do Sepultura.

Músicas de destaque: Ao longo de 4 álbuns, algumas músicas merecem uma atenção maior, como “Inflikted“, faixa título do primeiro álbum, com o riff marcante e refrões simples e pegajosos que Max faz como ninguém, “Sanctuary“, também do mesmo álbum. Já no segundo, “Warlord” e “Torture“, com Grooves misturados a riffs thrasheiros incríveis. “Babylonian Pandemonium” e “Cramunhão“, do terceiro álbum, onde os caras fizeram as músicas com uma pegada mais Death Metal. E do último álbum a faixa-título, “Psychosis“, com um Thrash de explodir a cabeça, “Terror Tactics” e “Impalement Execution“, que contam com uma pegada que lembra muito os álbuns clássicos da antiga banda.

Opinião do redator: Sim, aqui está o verdadeiro Sepultura. O som é nostálgico, tem a pegada que falta na banda do Andreas – não que eu não goste, muito pelo contrário e dá uma satisfação enorme ouvir os irmãos fazendo música. Muitas vezes o que falta é um guitarrista solo melhor, pois Rizzo me soa genérico, mas ele faz bem o feijão com arroz. Max e Igor fazendo o que sabem de melhor, que é a música pesada, são colírio para meus olhos e música boa para meus ouvidos. Sou do time Cavalera até o fim.

Novidades: Nos últimos anos a banda tem feito dos seus shows uma celebração aos álbuns clássicos do Sepultura, onde tocaram “Roots” (1996) na íntegra, comemorando os 20 anos do mesmo. Mais tarde fizeram uma turnê apenas com músicas da fase “Beneath The Remains” (1989) e “Arise” (1991), passando pelo Brasil com ambos os shows. Atualmente estão em hiatus, cada um cuidando dos seus outros projetos, Max com o Soulfly e Igor com o Mixhell.

Chris Cornell – Grunge/Alternative/Hard Rock – Origem: Seattle, WA – Início da carreira: 1984

Release: Cantor, guitarrista e compositor, dono de uma voz inconfundível, uma das uais marcou uma geração, Chris Cornell fez história em mais de uma banda, além de sua carreira solo. Em 1984 formou o Soundgarden, onde começou como baterista e vocalista, até Scott Sundquist assumir de vez as baquetas e Cornell se dedicar somente aos vocais. Lançaram 5 álbuns antes de encerrar as atividades em 1997. A banda ainda retornaria em 2012. Em 1990 formou um projeto temporário em homenagem ao vocalista das bandas Mother Love Bone e Malfunkshun, Andrew Wood, que acabou tendo sucesso, o Temple Of The Dog. Foi lançado apenas um álbum auto-intitulado que é raro hoje em dia. Em 2001, se juntou aos membros remanescentes do Rage Against The Machine, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk para formar o Audioslave. Com um som mais alternativo, também marcou o início dos anos 2000. O cantor ainda teve sucesso na carreira solo. Logo após o fim das atividades do Soundgarden, lançou “Euphoria Morning“, que rendeu uma indicação ao Grammy. Ainda lançaria ótimos álbuns como “Carry On” e o acústico “Songbook“. O ponto baixo na carreira foi o álbum “Scream” (2009), onde o cantor foi influenciado pelo produtor Timbaland e se voltou ao Pop. Crhis Cornell morreu em 18 de Maio de 2017, em Detroid, logo após fazer uma apresentação com o Soundgarden. O cantor se enforcou no banheiro do hotel onde estava hospedado.

Músicas de destaque: São varias que fizeram sucesso e que merecem atenção. Pelo Soundgarden temos “Black Hole Sun” e “Spoonman“. “Hunger Strike” do Temple Of The Dog é um hino dos anos 90. Pelo Audioslave, vários hinos foram criados, “Like A Stone“, “Cochise“, “Be Yourself” e “Show Me How To Live” são só algumas que podem ser citadas. Pela carreira solo, “Can’t Change Me” e “The Promise” também merecem ser lembradas.

Opinião do redator: Esse cara foi uma das maiores vozes das história da música, marcou demais minha geração com o Audioslave, o que me levou a conhecer o seu trabalho com todas as suas bandas e projetos. Seu álbum acústico “Unplugged in Sweden” foi um dos que esteve presente em minhas playlists por anos. Uma grande tristeza tomou conta de mim quando soube da morte, ainda mais pelo modo como aconteceu. É uma das vozes que sempre estará presente na minha vida.

Novidades: Após sua morte, ainda foi lançada uma coleção completa do cantor, chamada “Chris Cornell“, que conta com muitas raridades de todas as fases e bandas em que ele participou. A coletânea ainda ganhou o Grammy de “Best Rock Performance” em 2019 e “Best Recording Package” em 2020.

Claustrofobia – Death Metal/Thrash Metal – Origem: Leme, São Paulo– Formado em 1994

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Foto: Junior Imigrante

Release: Uma das principais bandas da cena Underground no Brasil, o Claustrofobia hoje é um Power Trio, Caio D’Angelo na bateria, Marcus D’Angelo, guitarra e vocal e Rafael Yamada no baixo, que faz um som pesado e de qualidade. Seu estilo de música é único e com uma identidade absurda, mantendo-se fiel às suas raízes em todos os seus álbuns, sem se deixar influenciar por elementos modernos, eletrônicos e artificiais. Há algum tempo, tem dividido o palco com grandes bandas internacionais, como Kreator, Slayer, Destruction, Exodus, Paul Di Anno, entre outros. Seu show conta com uma energia bastante elevada e com a performance da banda beirando a perfeição.

Músicas de destaque: Abordando temos como guerra, política e problemas sociais, são várias as músicas que podemos adicionar a playlist e apresentar aos fãs novatos. “Peste“, “Pinu da Granada“, “Curva, “Download Hatred” e “Disorder and Decay” são só algumas delas. No entanto, é recomendado ouvir toda a discografia da banda, pois não há um álbum sequer que seja ruim.

Opinião do redator: Meu primeiro contato com o Claustrofobia foi em 2016 com o lançamento de “Download Hatred” e foi o tiro certeiro, a qualidade da banda me impressionou demais e aos poucos fui ouvindo tudo e me apegando bastante ao som dos caras. Tive o prazer de vê-los ao vivo abrindo o show do Slayer no Espaço das Américas em 2019 e foi espetacular, realmente impressiona a energia dos caras ao vivo e a precisão que todos tocam. Também foi gratificante ver os caras no Rock In Rio, sabendo que isso tudo é fruto do ótimo trabalho da banda.

Novidades: Após o sucesso do último álbum, a banda ainda lançou o EP “Swamp Loco” em 2018, e o single “Vira Lata” em 2019. Os frutos foram sendo colhidos e o ponto alto foi a apresentação no Palco Sunset do Rock In Rio junto ao Torture Squad e uma participação de Chuck Billy em um pequeno set com faixas do Testament. Até o momento, não se sabe sobre planos para um novo álbum e a banda não tem nenhum show agendado em 2020.

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